O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 12/02/2020

A filosofia Kantiana está baseada na premissa de que o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Contudo, o mau comportamento e a agressividade crescente dos alunos no ambiente escolar evidencia a ineficiência estatal na formação do cidadão. Desse modo, é imperioso destacar tanto os fatores anteriores à educação básica quanto ambiente hostil das unidades de ensino como os principais contribuintes à permanência da problemática.

A priori, muitas ações praticadas no âmbito escolar são reflexos do contexto social no qual o aluno está inserido. De acordo com Émille Durkheim, os comportamentos individuais são moldados pela sociedade. Assim, atitudes violentas são tão comuns em algumas famílias que o indivíduo toma essa realidade como algo natural a ponto de repeti-la na escola. Logo, a busca por métodos a fim de minimizar esse cenário perverso é indispensável ao convívio social pacífico.

Além disso, a falta de comprometimento, ora do Estado ora da gestão escolar, funciona como alicerce à permanência da violência. Segundo Augusto Comte, o progresso só pode ser alcançado através da ordem. Portanto, à medida que a escola não impõe regras a serem seguidas, há a tendência à desordem que, por vezes, é visível com o aumento da violência. Em síntese, normas eficazes fazem-se necessárias à pacificidade no meio estudantil.

Destarte, cabe ao Governo Federal, instância máxima de atuação executiva, atuar em favor da população. Isso deve ocorrer por meio da criação de um regimento escolar único que deverá ser distribuído entre os estados. Ademais, fica a cargo das secretarias municipais a reformulação de tal documento, tendo em vista as necessidades da escola e a realidade de cada estudante; a fim de que as regras sejam cumpridas e haja uma convivência harmônica. Dessarte, poder-se-á, de modo gradual, minimizar a agressividade presente em diversas escolas brasileiras.