O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 20/02/2020

A obra “O mito da caverna”, escrita por Platão, relata a aversão das pessoas em saírem da caverna devido ao medo de se distanciarem da zona de conforto. De maneira análoga, percebe-se que, em pleno século XXI, o governo federal ainda não dá a devida atenção ao comportamento dos alunos dentro das escolas, o qual é ruim e violento e coloca a vida dos funcionários da educação em risco. Dessa forma, o uso de armas de fogo e instrumentos cortantes no âmbito escolar, além do bullying sofrido e praticado pelos alunos, são fatores preocupantes na educação brasileira.

A priori, atualmente, as escolas brasileiras, principalmente públicas, são ambientes com altos índices de violência, sendo agravado pelo uso de utensílios que podem causar grandes danos físicos e mentais, como armas, facas e estiletes. Esses utensílios são usados muitas vezes no ato da agressão ou ameaça aos professores e alunos. Assim, o afastamento desses profissionais, a pouca efetividade no ensino e o atraso na educação brasileira se torna recorrente.

Em segundo plano, o bullying é outra forma de violência que está sendo manifestada com maior frequência a cada dia. Até 2015, pelo menos 7,4% dos estudantes já foram vítimas de zombaria ou agressões, segundo o IBGE, ou seja, no Brasil, o respeito às diferenças não é uma dádiva explorada pela maioria das pessoas, o que se torna algo preocupante para o país, pois a tendência, caso o problema não seja amenizado, é aumentar os índices e surgir novos conflitos, sem a possibilidade de uma sociedade harmônica. Portanto, medidas rápidas e eficazes que conscientizem esses jovens são necessárias.

Dado o exposto, é preciso que a delegacia da criança e do adolescente fique ciente da situação vivenciada nas escolas brasileiras, para que possa atuar sobre os menores infratores. Esse agente pode se manifestar punindo mais severamente tais menores, como a reclusão em prisões preventivas específicas à adolescentes vinculado a um acompanhamento psicológico. Para isso, é necessário a reformulação das leis protetivas que impedem esses jovens de cumprirem penas mais severas, isso pode ser feito pelo Poder Legislativo, saindo da zona de conforto como foi citado por Platão, e dessa maneira os problemas supracitados serão reduzidos.