O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 28/02/2020

Segundo Allan Kardec, influente educador francês, a educação, se bem compreendida, é a chave para o progresso moral e da nação. Todavia, com o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar, a ideia do pensador é fragilizada, comprometendo o futuro nacional. Sendo assim, tal problemática ocorre devido à inferiorização do que é diferente e às raízes familiares. À vista disso, subterfúgios devem ser encontrados, a fim de que uma sociedade mais integrada seja alcançada.

Em primeira instância, o preconceito, ou seja, o ato de inferiorizar o próximo, perpetua o cenário de mau comportamento e agressividade nas escolas. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt dissertara que a diversidade é inerente à condição humana, de modo que a sociedade deve se habituar a conviver com o diferente. No entanto, o que acontece na seara educacional negligencia a ideia proposta por Arendt, já que as escolas são marcadas por total discriminação e discursos de ódio, que são vistos na forma do bullying, o que pode atrapalhar no desenvolvimento educacional do aluno e, por fim, de toda a sociedade. Desse modo, se essa for a realidade,  a passividade não será uma opção.

Outrossim, a convivência familiar que cerca o aluno tem reflexos sobre a vida e comportamento do estudante no âmbito escolar. Nesse sentido, o Fatos Sociais, termo  desenvolvido por Émille Durkheim, são valores e estruturas sociais, dotados de generalidade, exterioridade e coercitividade, que transcendem o indivíduo e podem exercer controle social. Sob esse viés, a agressividade é um fato social, uma vez que os pais  usam a hostilidade e violência para lidar com as crianças, que, ao viverem em meio a essa situação caótica, acreditam que a brutalidade é a solução. Dessa maneira, enquanto esse cenário se eternizar, a violência se mostrará como a saída para as convivências sociais.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que o Estado tome providências para atenuar o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar. Para isso, cabe ao Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, junto às escolas, promover a diminuição do ódio e da violência, por meio de palestras e debates com sociólogos e pensadores da área que irão mostrar como lidar com a violência, com o auxilio de psicólogos, e melhorar as relações interpessoais estudantis, a fim de que a agressividade e o bullying acabem. Ademais, o Estado deve, ainda, junto às mídias, mostrar os efeitos do comportamento dos pais sobre os filhos, por intermédio de programas e documentários que mostram como a agressividade pode ser perpetuada através deles, a fim de que a violência seja sanada desde de o ambiente familiar. Feito isso, garantir-se-á que o que foi dito por Kardec seja consolidado na sociedade atual.