O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 29/04/2020
O atentado à escola estadual Professor Raul Brasil, localizada no município de Suzano, revela a violência presente em alguns institutos educacionais brasileiros. Tendo isso em vista, nesses espaços ocorrem atos agressivos cometidos pelos próprios alunos. Diante disso, a repetição de ações negativas recorrentes no lar e a falta de punição contribuem para o agravamento da problemática.
Em primeiro plano, é imperioso ressaltar que os problemas familiares corroboram para a persistência dessa conjuntura. De acordo com o determinismo social, teoria filosófica defendida por Thomas Hobbes, o ambiente no qual o indivíduo está inserido define o seu comportamento. Diante disso, nota-se que a agressividade naturalizada no âmbito familiar é reproduzida pelos jovens nas escolas. Desse modo, os professores estão vulneráveis à violência diariamente, realidade que desestimula o interesse de pessoas a seguirem essa carreira e colabora para o abandono de profissionais da área.
Ademais, vale ressaltar a ausência de repreensão. Segundo o filósofo Maquiavel, “Mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”. Nesse sentido, apesar das regras existentes, a impunidade faz com que os discentes não reflitam acerca de suas atitudes. Dessa maneira, não há um mecanismo coercitivo efetivo que impeça a ocorrência de comportamentos prejudiciais as demais pessoas, instaurando um clima de desordem e perigo iminente.
Portanto, é mister a adoção de medidas a fim de mitigar o quadro atual. Para tanto, cabe às instituições educacionais, por meio de verbas governamentais, contratarem psicólogos para atender os estudantes que apresentam uma conduta agressiva. Tal acompanhamento será realizado cotidianamente após o término das aulas. Assim, os alunos estabelecerão relações sociais saudáveis nas escolas, o que reduzirá a incidência de posturas violentas. Além disso, confere ao Poder Legislativo, mediante a elaboração de uma lei, implantar penalidades de cunho educativo aos infratores - como a limpeza ou organização do colégio - , para que eles adquiram responsabilidade e não desobedeçam as normas novamente.