O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 17/03/2020

No Brasil, a crescente quantidade de atitudes violentas nas escolas, agravadas pelo mau comportamento de muitos alunos, vem causando bastante preocupação nos setores sociais. Tal fato se deve, especialmente, à falta de limites impostos no âmbito educacional e familiar, além de não haver punição específica exigida pelo poder público.

De fato, muitos indivíduos praticam agressões e desobediências nos centros educacionais. Infelizmente, muitas vezes, esses atos vêm de hábitos reproduzidos do ambiente familiar, onde os pais ou responsáveis são violentos, tornando aquela ação apenas mais uma comum da rotina do jovem. Além disso, a falta de limites parentais impostos aliados à falta de empenho educacional na prevenção desses atos, agravam ainda mais o fato, o qual pode acarretar, inclusive, em mortes. Na série espanhola “Elite”, por exemplo, o personagem Polo, após haver assassinado a companheira de sala, Marina, é defendido ferozmente por suas responsáveis para que não sofra as consequências daquele ato tão grave, demonstrando com clareza a ineficácia da escola para a resolução desse assunto e a alienação parental na imposição de limites que adequem os comportamentos dos filhos para que possam viver em uma sociedade democrática, onde ações violentas não devem acontecer, especialmente nos ambientes escolares, local que deve ser de aprendizado e de educação.

Além disso, infelizmente, no Brasil, o poder público pouco se manifesta na punição de jovens agressores, principalmente se são menores de idade e se aconteceu dentro do ambiente educacional, permitindo, portanto, que essas violências se tornem mais frequentes, agravando ainda mais os riscos que alunos e professores correm ao lidarem diariamente com jovens agressores.

Assim, cabe às instituições formadoras de opinião, como famílias e escolas, impor limites aos jovens, mediante palestras, rodas de conversas e debates, procurando ensinar-lhes que o mau comportamento e as agressões trazem diversos malefícios para toda uma sociedade, conscientizando-lhes que devem sempre lutar por uma esfera social mais digna e justa para todos que nela habitam. Ademais, urge ao poder público, por meio de ações mais efetivas de punição, como exigência de trabalho voluntário no caso de agressões e de ressarcimento de benefícios para as vítimas, punir mais eficazmente os jovens que desenvolverem brigas e violências nos centros educacionais.