O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 05/03/2020

No filme “Escritores da Liberdade”, conta-se a história real de transformação de uma escola dominada pela violência de gangues através da literatura. No Brasil, essa problemática tornou-se comum e, ao contrário do filme, não criaram-se mecanismos que reduzissem os índices de mau comportamento e agressões dentro da escola. Ou seja, é necessário reavaliar a abordagem da escola frente a esses problemas e tratá-los também como problema de segurança pública.

Primeiramente, deve-se notar que a violência dentro das escolas não é apenas um problema em si, mas arrasta outros consigo. Em outras palavras, problemas como brigas, bullying, uso de drogas e até porte de armas, geram instabilidade no meio escolar e tiram completamente o foco de todos para o propósito inicial, que é  dar educação e cidadania. Desse modo, percebe-se um efeito cumulativo do problema, sendo mais urgente ainda a sua resolução.

Ademais, nota-se que a violência, e como ela se apresenta, ocorre em diferentes graus dependendo da camada do tecido social. Isto é, em regiões marginalizadas, principalmente nas que possuem elevado índice de criminalidade, a presença de drogas e armas são mais comuns  e fáceis de serem conseguidas. Por esse motivo, alguns alunos acabam incorporando isso tudo ao seu convívio escolar, sendo necessário, na punição deles, assisti-los de um modo diferenciado, dependendo sempre da gravidade.

Sendo assim, medidas devem ser tomadas a fim de resolver os problemas apresentados. Dessa maneira, o MEC deverá criar um programa de aplicação nas escolas voltado para a punição dos alunos que apresentarem algum tipo de mau comportamento, e, a partir das notificações, os casos serão avaliados, indo de simples notificações a acompanhamentos de assistentes sociais e trabalhos de conscientização, e até punição, como serviços comunitários, junto a polícia. Após isso, os índices de violência nas escolas diminuirão e elas voltarão a poder fazer seus papéis de agentes transformadores da sociedade.