O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 09/03/2020
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o mau comportamento e a agressividade crescentes nas escolas, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelos ataques verbais e não verbais, seja pela quantidade de influência que o jovem vive no meio social.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristoteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio de de justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a violência escolar tem se manifestado de várias formas: ataques violentos, agressões físicas e psicológicas, tais como bullying e preconceito rompe essa harmonia, haja visto que de acordo com um estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas, cerca de 150 milhões de jovens de 13 a 15 anos já sofreram violência de seus colegas.
Outrossim, destaca-se as influências externas como ambiente familiar e as mídias digitais como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotado de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linda de pensamento, observa-se uma evidente baixa autoestima, atitudes passivas, transtornos emocionais, problemas psicossomáticos, depressão ale falta de interesse pelos estudos.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Dessarte, as organizações não governamentais devem criar medidas, como a implementação de um fórum de discussões e palestras, promovendo a conscientização dos alunos e pais sobre os danos provocados por este ato e o seu combate. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (mec) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate à crescente violência nas escolas, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como a alegoria da caverna de Platão.