O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 09/03/2020
Na obra ‘‘Utopia", do escritor inglês Thomás More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que não disponibiliza acesso à educação a todas as classes socais de forma igualitária e a realidade violenta na qual as crianças das comunidades crescem, analisar seriamente as raízes e os frutos desse problema é medida que se faz imediata.
Primeiramente, é fundamental pontuar que a exclusão social sofrida pelos jovens da classe baixa deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Ademais, devido a falta de atuação das autoridades, os menores largam os estudos pela necessidade de trabalhar e prover dinheiro para sustentar as famílias.
Somado a isso, é imperativo ressaltar a crescente violência enfrentada pelas crianças das periferias como promotor desse problema. Partindo desse pressuposto, os estudantes convivem com o crime desde pequenos e acreditam que o tráfico é uma maneira fácil e certa de conseguir dinheiro e, por conta disso, abandonam a escola e tornam-se mais agressivos.
Desse modo, medidas exequíveis são necessárias para combater o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Destarte, com o intuito de mitigar o avanço do abandono escolar pelos desfavorecidos socialmente necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio das prefeituras será revertido em campanhas de incentivo aos estudos e bolsas que disponibilizem todo o material necessário para estudar e vale refeições que garantam as três refeições diárias dos estudantes, para que assim eles não precisem se preocupar em ganhar dinheiro enquanto menores de idade. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo desse défice e a coletividade alcançará a utopia de More.