O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 12/03/2020
No dia 13 de março de 2019, um crime bárbaro cometido por uma dupla de ex-alunos em uma escola em Suzano, interior paulista, chamou atenção para o aumento de casos de violência escolar e a vulnerabilidade das escolas ao enfrentar esse tipo de crime. Constantemente, os meios de comunicação noticiam problemas de violência envolvendo alunos e educadores. Esses problemas para serem solucionados dever ter analisados as suas causas e consequências de forma criteriosa. Ao longo do texto a dualidade causa-consequência serão apresentadas, e será discutido ainda, sobre uma solução para esse problema que vem sendo exaustivamente debatida que é a implantação pelo Ministério da Educação (MEC) do modelo de escolas cívico-militares.
Uma pesquisa realizada em 2013 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontou que o Brasil lidera o ranking de violência nas escolas. Dentre as causas para que essa situação se estabelecesse é possível apontar a atual desconfiguração da autoridade dentro do âmbito familiar, o que resulta na conhecida “Síndrome do Imperador”, na qual a criança aprende a controlar os adultos para ter suas vontades satisfeitas e esse tipo de atitude acaba refletindo nas salas de aula. Outrossim, tem-se a crescente desvalorização da educação e do papel do professor na sociedade brasileira. Consequentemente, é possível observar o enfraquecimento da relação aluno-educador, perda da qualidade do processo de ensino e os reflexos dessa convivência agressiva e indisciplinar em outros ambientes sociais.
Haja vista, a situação precária na qual se encontra a educação brasileira, os simpatizantes do militarismo clamam pela implantação das escolas cívico-militares na justificativa de buscar mais segurança para o ambiente escolar. No entanto, analisando mais rigorosamente o modelo proposto é observável que os militares da reserva não receberão nenhum tipo de formação pedagógica, não tendo portanto, a base para atuar na educação, e transformando o ambiente, em ambiente autoritário.
Em suma, é de extrema importância que haja maior valorização do professor e da educação. Para tanto, o MEC juntamente com as mídias sociais poderiam criar um campanha de divulgação da importância social do professor, para assim incentivar o público a refletir sobre essa questão. Por sua vez, o educador em conjunto com a coordenação pedagógica poderiam implantar um regime escolar com regras que fossem amplamente divulgadas aos discentes, e um sistema de correção que visasse o trabalho voluntário na escola. A educação e os professores merecem respeito e valorização devido o grande papel social que desempenham, pois já dizia Kant, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”.