O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, “os seres humanos são naturalmente propensos à agressão física e ao caos”, porém, certos fatores acabam impulsionando esse comportamento. Um exemplo seria o das instituições escolares no Brasil, que, embora sirvam para educar, apresentam um dos maiores índices de violência e agressão, frequentemente ocasionados pelo bullying e pela falta de comunicação entre pais e escola.

Em 2018, foi criada a Lei n° 13.663/2018, que consistia em reforçar a primeira (criada em 2015) nos quesitos combate, conscientização e redução do número de casos relacionados ao bullying. Este se conceitua como qualquer ato de violência física ou psicológica, que seja intencional e repetitivo. Porém, a ineficiência dessa lei é nítida nas escolas brasileiras atuais, considerando que esse tipo de mau comportamento se encontra cada vez mais frequente. Dessa forma, provoca um mal-estar social em um dos cenários que deveriam promover a pacificidade, e, acima de tudo, a educação.

Ademais, a falta de comunicação entre os pais e os profissionais das instituições escolares é um dos principais fatores de aumento da agressividade nesses lugares. Pois, apresentando uma relação comunicativa, estes se atualizam sobre os possíveis acontecimentos relacionados ao aluno referente, seja por ações que este executa ou sofre dentro do ambiente escolar. Dessa forma, é mais fácil evitar que certas coisas cheguem a acontecer, e mesmo que caso algo aconteça, as soluções serão mais efetivas, visto que haverá conscientização por parte dos pais e dos profissionais.

Levando em conta os aspectos apresentados, é notório o crescimento dos índices de violência nas estruturas escolares do Brasil e o quanto isso afeta quem se encontra ao redor, por isso, é necessária a tomada de medidas preventivas para que essa taxa diminua. Dessa forma, é interessante que a Lei nº 13.663/2018 seja reforçada e melhor executada pelo chefe de Estado e seu Governo, para que assim, o bullying se torne menos frequente nesse cenário. Além disso, é importante que o MEC desenvolva palestras profissionais de conscientização nas escolas, para que esse fator seja reconhecível e, sua denúncia, facilitada. Ademais, é essencial que pais e professores mantenham uma relação comunicativa e estável durante todo o período escolar, pois, consequentemente, quaisquer desavenças ou problemas relacionados à violência nesse âmbito seriam resolvidos de forma mais antecipada e elaborada por estes.