O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/04/2020
O ato de educar é um desafio que enfrenta cada vez mais obstáculos. Dados do IBGE de 2015 relatam que 7,5% dos alunos brasileiros já sofreram algum tipo de humilhação na escola. Entretanto, a violência crescente no ambiente escolar preocupa e afeta alunos e educadores. Essa realidade, provocada tanto por questões psicológicas quanto pelo próprio modelo educacional, deve ser combatida para promover a segurança e saúde dos envolvidos.
Primeiramente o comportamento dos alunos é reflexo de sua condição mental. A partir do momento em que a saúde psicológica do aprendiz se encontra instável ou limitada por condições patológicas, haverá alterações em seu comportamento. Sob essa perspectiva, percebe-se que o mau comportamento e a agressividade dos alunos tem relação direta com sua saúde mental, a qual tem apresentado quadros preocupantes. Exemplo disso são os resultados da pesquisa realizada pelo instituto de psiquiatria da USP em 2019, evidenciando que cerca de 80% dos alunos da rede pública de ensino sofrem de algum tipo de transtorno mental. Nesse sentido, cuidar da saúde mental dos alunos é prezar pela segurança desses e de terceiros que possam ser atingidos por atos de violência e mau comportamento.
Segundamente, além de olhar para o aluno, deve-se analisar o ambiente no qual ele está inserido e como isso pode provocar a violência e outros comportamentos inadequados. Sendo assim, cabe nesse contexto reavaliar a eficiência do modelo educacional brasileiro. No sistema vigente dos dados apresentados ao longo do texto, há uma preocupação pedagógica muito voltada para a questão conteudista, não havendo uma preocupação com o desenvolvimento de habilidades que não contemplem a realização de um vestibular. Nesse sentido, o ambiente escolar assume uma condição hostil e intimidadora que contribui para o cenário de violência no mesmo.
Portanto, a realidade de violência nas escolas brasileiras é preocupante e necessita de intervenção. Para tal, cabe à Casa Civil juntamente à Secretaria-Geral da Presidência, designarem aos Ministérios da Saúde e da Educação a necessidade de haver acompanhamento psicológico dos alunos. Nesse sentido, a saúde mental dos alunos será contemplada e avaliada constantemente buscando sempre a melhora dos estudantes e a diminuição do mau comportamento. Além disso, o Ministério da Educação deve, por meio da elaboração de uma nova política nacional de educação, implementar mudanças graduais no modelo vigente. Sendo assim, haverão modificações principalmente no Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio, reduzindo as exigências conteudistas e aumentando o desenvolvimento de outras habilidades. Consequentemente os alunos mudarão suas posturas e a violência nas escolas aos poucos deixará de ser uma realidade no Brasil