O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

A escola literária “Realismo” aparece nas narrativas brasileiras com o intuito de mostrar a realidade explícita da sociedade. Engajado nisso, Raul Pompeia escreve o livro “O Ateneu”, o qual conta a vida do estudante de Sérgio e as questões que ele presenciava na escola, como práticas violentas. Assim como na narrativa, o ambiente escolar brasileiro enfrenta um mau comportamento e a agressividade por parte dos alunos, mostrando problemas relacionados com a prática do bullying e com a violência contra o professor. Com isso, é necessária a intervenção tanto por parte de normas mais abrasivas, quanto por profissionais da educação e da segurança para amenizar tais fatores.

A divergência de ideias e costumes são algumas maneiras de pressupor a prática do bullying nas escolas. A exemplo disso foram os embates ideológicos entre ’lulistas’ e ‘bolsonaristas’ durante as eleições de 2018 nas instituições de educação, garantindo a presença de preconceitos e de discussões. Mesmo o debate sendo essencial para a formação do cidadão, a prática inadequada, equiparada à vista nas eleições, pode se tornar violenta e evidenciar um péssimo comportamento do estudante em lidar com o outro. Dessa forma, o bullying e outras práticas mostram que conflitos e atitudes ruins  vem a se tornar crescentes comportamentos inadequados no ambiente escolar.

Além disso, a violência contra o professor evidencia a agressividade do aluno ao profissional. Essa visão é percebida no filme “Escritores da Liberdade”, o qual a professora Gruwell vive um cenário de desrespeito à entidade educadora numa escola pública norte americana. Nesse contexto, as relações agressivas por parte dos alunos são vistas no Brasil em situações como o recebimento de notas após as provas, demonstrando um temperamento afrontoso e, muitas vezes, violento. De tal forma, ações que trazem desrespeito ao professor vem de causas posteriores de violência vivenciadas pelo aluno, podendo ambas as circunstâncias serem diminuídas com a maior atenção aos casos.

Depreende-se, portanto, que o mau comportamento e a agressividade dos alunos no ambiente escolar é visto tanto em práticas de bullying como na violência contra o professor, fazendo um meio violento e não pedagógico. Por isso, é necessária a ação do Ministério da Educação, junto as Secretarias Estaduais, para pôr em prática eficiente a Lei Anti-Bullying, vigente desde 2018, e atrelar ao cotidiano dos alunos por meio de palestras e aulas, para diminuir a presença de debates não saudáveis e de maus comportamentos. Ademais, o problema urge da ação das Secretarias Estaduais e Municipais em deter a agressividade dos alunos contra o professor, colocando psicólogos nas instituições, para atender os alunos e os problemas que vivenciam, e profissionais de segurança, para conter avanços afrontosos ao professor; fazendo, por fim, um ambiente saudável e com boas práticas.