O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Nessa conjuntura, a afirmativa do existencialista se encaixa perfeitamente na questão brasileira do mau comportamento e da agressividade de alunos no ambiente escolar, que vem crescendo ao longo do tempo. Diante disso, falta de interação entre as instituições e os estudantes, assim como os aspectos familiares corroboram para esse cenário de violência, transformando lugares seguros, como as escolas, em âmbitos nocivos para crianças e adolescentes.

Nesse contexto, a pesquisa “Violência e Preconceitos na Escola”, realizada pelo Conselho Federal de Psicologia, mostra denúncias de estudantes acerca da não existência do diálogo com diretores e coordenadores pedagógicos. Desse modo, é possível perceber que a ausência da confabulação entre docentes, e jovens contribui para o aumento da violência nos colégios do país, visto que a sua inexistência acarreta em desentendimentos e até mesmo agressões físicas ou morais. Sendo assim, as relações de harmonia entre acadêmicos e o corpo docente se tornam conflituosas.

Ademais, os fatores externos à instituição escolar possuem grande influência no comportamento dos alunos. Nesse sentido, a violência doméstica vivenciada pelos jovens, como abusos psicológicos e agressões físicas entre membros da família, bem como a ausência de um responsável que acompanhe as experiências e frustrações diárias comuns à fase adolescente refletem no método adotado pelo jovem a lidar com suas relações sociais, ou seja, a violência é assimilada como forma de resolver conflitos e, em alguns casos, utilizada para exteriorizar as emoções reprimidas.

Portanto, a falta de interação entre as instituições de ensino e os estudantes, assim como os aspectos familiares contribuem para o aumento do mau comportamento e da agressividade de alunos no ambiente escolar brasileiro. Dessa forma, é necessário que o Ministério da educação por intermédio das secretarias de educação promovam gincanas e eventos esportivos a fim de integrar o corpo docente e acadêmicos, estreitando as relações internas entre os indivíduos desse sistema. Outrossim, é preciso que o mesmo órgão federal, garanta, por meio da Base Nacional Curricular Comum, a presença de núcleos de atendimento psicológico dentro das escolas brasileiras, na tentativa de fortalecer os vínculos sociais e suprimir os traços violentos dos indivíduos, diminuindo assim a violência e a conduta errônea dos alunos no âmbito acadêmico do país.