O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/04/2020
No pensamento Durkheimiano acerca da sociedade, elabora-se o conceito de coerção social, definida como a pressão que a sociedade exerce em cada indivíduo; isso se dá através de normas, por exemplo. Depreende-se, então , que essa coerção tem como resultado a repressão de atos ou coisas em determinada sociedade. Esse fenômeno é cotidianamente observado em instituições sociais, como a família e a escola, sendo estes dois promotores da formação do indivíduo. Entretanto, é comum a desvirtuação do jovem, por exemplo, em face da coerção a qual ele está inserido. Como exemplo disso, no Brasil, nota-se um crescente mau comportamento bem como agressividade no ambiente escolar, sendo isto reflexo da situação do ambiente familiar vivenciado por esse jovem, situação essa que é agravada pela falta de apoio por parte dos pedagogos à esses indivíduos.
Condutas como respeito e disciplina, segundo a lógica durkheimiana, são resultados do ato coercitivo. Isto é, o indivíduo passa a exercer tais condutas sob pena de repressão, ou coerção, social. Então, inconscientemente o ser humano se adapta e adota essas práticas em ambientes como a escola, por exemplo. Contudo, tal conjuntura é resultado do que o indivíduo aprende primariamente em seu ambiente familiar. Caso este ambiente esteja comprometido- situações em que o desenvolvimento do jovem possa ser prejudicado por relações conflituosas com a família, por exemplo- difícil será a adaptação no meio escolar, haja vista uma obstrução no ambiente formador do indivíduo, aspectos como mau comportamento e agressividade podem ser observados.
Tendo em vista a desvirtuação do jovem em relação às condutas e um consequente mau comportamento e, em alguns casos, agressividade, caberia às escolas possuirem profissionais da área comportamental inseridos no contexto pedagógico. Porém, tal cenário destoa da realidade, a qual é marcada ainda pelo despreparo por parte do corpo docente das escolas, que carece de recursos humanos e financeiros para reversão da problemática. É sob essa conjectura que o pós-doutor em culturas políticas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Marco Antônio de Souza, vítima de agressão em sala de aula, propõe a assistência de profissionais como peça chave na resolução do problema.
Assim sendo, percebe-se o contexto do sociólogo Émile Durkheim, em sua teoria acerca da coercitividade, inseridos nas relações dos jovens com as instituições escola e família. Estas por sua vez, devem estar correlacionadas de modo que o indivíduo possa ter uma boa base familiar para uma consequênte harmonia na escola. Contudo, este cenário, no Brasil, não abrange todos, sendo crucial ações do Ministério da Familia em parceria com o da Educação fim de mitigar esse cenário.