O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/04/2020
A série televista “13 reasons why” aborda os conflitos da adolescência, como questões de violência entre os alunos. Analogamente, na sociedade brasileira atual evidencia-se o crescimento do mau comportamento e agressividade dos alunos no cenário escolar. Dessa forma, assim como na série, a violência na escola é, principalmente, verbal e psicológica, como o abuso da liberdade expressiva e a prática do bullying, além da desvalorização do profissional. Isso se agrava quando, no ambiente familiar e escolar existe a falha da educação em seu papel de formar indivíduos íntegros, faltando diálogo sobre valores morais e respeito.
Segundo o sociólogo Talcott Person, a família é uma máquina que produz personalidade humana. Ou seja, é a base na criação de um indivíduo, com as primeiras visões do mundo. Porém, muitas vezes esses ambientes apresentam um diálogo escasso ou posturas agressivas, fortalecendo problemas socioculturais, como valores morais, éticos e religiosos. Sendo assim, o adolescente abusa da liberdade de expressão, que não aprendeu a controlar, protagonizando casos de bullying, preconceito e ofensas verbais aos próprios colegas, causando marcas e traumas psicológicos.
A educação brasileira é focada em cumprir a carga horária curricular, suprimindo o ensino de questões éticas básicas, como o respeito. Com isso, os alunos por falta de orientações essências para o convívio, acabam ficando à mercê de práticas rudimentares, como a violência. Sendo assim, é comum projetar a responsabilidade de aprendizagem para a escola e, quando não ocorre um retorno positivo, mesmo que causado pelo desinteresse do próprio aluno, esse pode ter ações agressivas.
Sendo assim, para melhorar o comportamento e a agressividade dos alunos, a escola deve trabalhar mutuamente com as famílias, alertando-as sobre os impactos de suas ações na vida de seus filhos. Além disso, o governo, por meio do MEC, deve adicionar à carga curricular o ensino de questões ética e respeito, assim como investimentos e, psicólogos e visitas policiais, evitando e cuidando de traumas deixados pelo bullying.