O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/04/2020
O massacre na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, repercutiu e chocou a população nacional, ao se constatar que o autor do crime havia estudado na instituição e sofrido constrangimento, principalmente de meninas, fator decisivo para ter assassinado várias alunas, em pleno horário de aula. Esse acontecimento evidencia as possíveis consequências de atos como o bullying, comuns no ambiente escolar, mas que são complexos e podem tomar proporções fatais, havendo a necessidade de enfoque no mau comportamento e agressividade crescente por parte dos estudantes nesse meio. Dessa forma, é fundamental o debate pedagógico acerca dessa violência e suas causas, contemplando a realidade de cada aluno.
Com as transformações sociais ocorridas no século XX, como a globalização desenvolvida a partir das novas tecnologias e as reformas educacionais visando a valorização da liberdade do pensamento individual dos jovens, desafios como o preconceito gerado pela diversidade social e de comportamento ainda perduram no contexto das escolas contemporâneas. Tocante a isso, casos como o atentado a escola de Columbine, nos Estados Unidos, em que os assassinos afirmaram terem sofrido abuso constante de colegas, revela a motivação por trás de agressividades extremas. Assim, é possível enfatizar a importância da sensibilização dos adolescentes acerca das boas práticas de convivência.
Ademais, a desvalorização da imagem do professor o deixa vulnerável a violência dentro da sala de aula, praticada por alunos geralmente reféns de seus cenários familiares, representando uma barreira na aprendizagem. A exemplo disso, o pedagogo Paulo Freire afirmava que é preciso ensinar o oprimido a compreender a sua realidade, para assim superá-la e se tornar um indivíduo consciente. Dessa forma, infere-se que o papel da escola deve ser acompanhar seus estudantes, identificar os mais frágeis socialmente para tomar medidas de apoio ao mesmo e com isso incluí-lo melhor socialmente na didática utilizada naquele meio.
Portanto, cabe ao Ministério da Educação desenvolver modelos pedagógicos capazes de disciplinar de forma adequada a nova geração de adolescentes do século XXI, com investimento na capacitação de professores com técnicas modernas de identificação e resolução de conflitos internos. Além disso, o Ministério da Família, em parceria com as Secretarias de Educação, deve prestar suporte aos alunos com mais dificuldades na esfera familiar, por meio da identificação dos mesmos com relatórios comportamentais e acadêmicos feitos por cada professor, promovendo assim auxílio emocional e psicológico. Com isso, haverá menos casos de violência dentro das escolas e o Brasil se tornará um lugar mais propício para o desenvolvimento da educação.