O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/04/2020
Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, “a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota”. Nessa linha de pensamento, no Brasil, o âmbito escolar tornou-se palco de violência, seja ela física ou psicológica. Atualmente, a indisciplina e a agressividade dos alunos é cada vez mais crescente, visto que práticas como o bullying e a agressão tornaram-se atos contínuos, devido à ineficácia da lei antibullying e à falta de compromisso dos pais. Por conta disso, é evidente a necessidade da criação de medidas cabíveis para reduzir a violência e o mau comportamento, a fim de minimizar os problemas em questão.
Em primeiro plano, é importante ressaltar que a prática do bullying é algo crescente no país. De acordo com uma pesquisa feita pela Unicef em 2017, o Brasil é o quarto país com maior prática de bullying do mundo. Os pais dos alunos que apresentam esse tipo de comportamento na maioria das vezes não possuem consciência dos atos do filho, a falta de comunicação no ambiente familiar é um dos principais fatores que contribuem com o problema abordado, assim como aponta a pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, sobre como as relações ruins no âmbito familiar influenciam nas atitudes das crianças e adolescentes nas escolas.
Em novembro de 2015, houve a criação da lei antibullying com a intuito de combater o bullying em instituições de ensino, entre outros lugares. Entretanto, a lei apresenta diversos problemas, por essa razão é difícil crer em qualquer mudança advinda da mesma. De acordo com a matéria da revista Exame, a lei ainda não virou realidade por problemas de fiscalização ou monitoramento dos casos e de práticas preventivas. O Governo precisa reavaliar a efetividade da lei antibullying, a fim de melhorar a relação no âmbito escolar.
Infere-se, portanto, que a questão da violência, psicológica ou física, dentro das escolas brasileiras é algo a ser melhorado. Dessa forma, o Ministério da Educação deve contratar psicólogos para resolver a situação da relação familiar, além de incentivar os educadores a serem mais abertos a diálogos com as crianças e adolescentes. Ademais, o Governo deve promover o melhoramento da lei antibullying e reforçar a sua importância por meio de campanhas.