O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/04/2020
No século XIX, a educação foi marcada pela introdução da palmatória no ambiente escolar como método corretivo comportamental para alunos, a qual foi apenas extinta séculos mais tarde. Sabe-se que, por conta disso, o profissional à frente era mais respeitado do que atualmente, por mais que tivesse o medo como base. Analogicamente, a configuração da sala de aula mudou ao longo dos anos, principalmente em relação ao comportamento dos estudantes. A escola contemporânea brasileira é modelo no que se diz respeito a problemas estruturais quando se trata de ordem. Esse cenário antagônico é fruto da desvalorização do profissional e o abuso da liberdade expressiva adquirida pelos alunos, tornando-se fundamental a discussão desses aspectos.
Na China, todos se curvam ao imperador, mas as posturas se invertam quando se tem o líder supremo e um professor. Isso se dá por conta da valorização do profissional enraizada na cultura dos cidadãos, diferentemente do Brasil, onde a imagem do educador é tida como inferior. Motivo disso é a desvalorização salarial, acarretando, consequentemente, na desvalorização social. Por esse motivo, um ar de superioridade é tomado pelo alunos, que acabam por dominar os profissionais. Com isso, tende-se a ter um ambiente tomado pela desordem por parte dos alunos, apresentando comportamento agressivo contra o professor e contra colegas. Sendo assim, torna-se imprescindível fazer algo a respeito para mudar o quadro crítico em que a situação se encontra.
A série Vândalo Americano retrata uma narrativa cujo protagonista, Max Dylan, causa diversos problemas no ambiente escolar devido a sua má postura e comportamentos inadequados. Por mais que seja apenas ficcional, a narrativa americana pouco se difere da realidade brasileira dentro das instituições de ensino. Por conta do abuso da liberdade expressiva vinda junto à democracia, esse ambiente acaba se tornando cada vez mais hostil, dificultando o papel das instituições de promover ensino adequado e de forma ética, fora que a segurança entra em risco. A questão não é simplesmente regressar aos castigos físicos, e sim buscar mecanismos para prática de respeito mútuo.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Desastre, com o intuito de mitigar o mau comportamento e agressividade no ambiente escolar, necessita-se, urgentemente, que o MEC direcione capital que, por intermédio do ME será revertido em valorização profissional, através do aumento do salário dos professores, com intuito de estimular e melhorar suas condições de trabalho. Além disso, o mesmo ministério deve, juntamente às famílias e responsáveis, buscar fomentação de uma postura mais ética dentro e fora da escola, com objeto de diminuir a tensão dentro desse âmbito, proporcionando harmonia para alunos e profissionais.