O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

Durante o século XVIII, surgiu na Europa um movimento intelectual que defendia a ideia de que uma sociedade só progride quando há a mobilização de um todo em razão de um problema da minoria. De maneira contrária, observa-se no cenário brasileiro pouca preocupação na busca de meios que amenizem os índices de violência e mau comportamento dos alunos no ambiente escolar. Tal problemática é responsável pela crescente desordem nas escolas e principalmente, nos impactos que permanecem brutalmente em suas vítimas.

Diante dessa perspectiva, ao ser caracterizado como emergente e em constante desenvolvimento, torna-se racional imaginar que o Brasil é um país provido de um sistema educacional, no mínimo, estável. No entanto, diversos casos repercutidos em território nacional nos últimos anos, como o Massacre de Realengo (2011) e, mais recentemente, o de Suzano (2019), mostram que a infraestrutura de monitoramento presente nas escolas ainda deixam a desejar, uma vez que em ambos o acesso ao interior das instituições educacionais foram facilmente obtidas. Além disso, vale ressaltar que a baixa autoridade dos funcionários também contribui para o aumento dessa desordem, fazendo com que os alunos desenvolvam a falsa ilusão de liberdade e pratiquem ações sem o devido receio das consequências que terão como resultado.

Por conseguinte, tem-se como revés no ambiente escolar a presença de alunos opressores que, em sua maioria, tem seus atos voltados para colegas de sala ou estudantes mais novos. A motivação da zombaria geralmente está ligada a aspectos físicos do oprimido, como também por questões de gênero ou religião. Segundo o IBGE, em 2015, cerca de 7,4% dos alunos sofriam algum tipo de bullying, tal cenário resulta no crescente número de estudantes reprimidos e que desenvolvem algum tipo de transtorno (depressão, ansiedade, entre outros), sendo poucos aqueles que conseguem buscar auxílio de familiares e especialistas. Ademais, percebe-se que tal violência não é limitada apenas aos estudantes, professores e funcionários recorrentemente se tornaram vítimas dos baderneiros e sofrem tão quanto os demais.

Desse modo, é imprescindível a regulamentação de ações que interfiram nessa problemática afim de ameniza-lá. Para isso, cabe ao governo federal uma implementação mais abrangente do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, visando rigidez nas instituições, melhorando assim sua segurança e sua eficiência administrativa. Por outro lado, também se faz útil a presença de especialistas disponíveis a dialogar com os alunos, afim de contornar a situação, trazendo a segurança necessária para as vítimas, que teriam seus impactos psicológicos superados.