O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

O romance “O Ateneu” do escritor brasileiro Raul Pompeia retrata situações de risco e violência na escola em que o personagem principal estuda. Embora este ter sido escrito no século XIX, a agressividade por parte dos alunos ainda é presente no Brasil hodierno. Esta é notoriamente causada pela má influência por parte da família, que são os primeiros a os dar o conhecimento de sociedade; e a falta de psicólogos educacionais em escolas de alto e baixo nível, que possam lidar com seus sentimentos de forma saudável.

Em primeira instância, tal como o filósofo Sartre acreditava, a violência sempre faz-se passar por uma contra violência, ou seja, como um modo de reagir. Esse aspecto pode ser observado em adolescentes com famílias desestruturadas, que ao sentir a falta de apoio por parte dos responsáveis, usa a agressão (aos professores e outros alunos) como modo de retaliação. Tais jovens acabam diminuindo suas chances de um bom futuro e de conseguir superar tais traumas emocionais.

Em segunda instância, análogo ao pensamento do sociólogo Immanuel Kant, o homem é o que a educação faz dele. Porém, o último termo vai além das matérias formais, englobando - entre outros - os aspectos sociais. A falta desses nas escolas faz com que alunos despreparados para a realidade reajam com agressão e violência, o que é agravado principalmente pela ausência de psicólogos educacionais que possam agir. A presença desses profissionais pode contribuir para a expressão civilizada desses sentimentos de revolta que acompanham situações difíceis.

Assim, para que o mau comportamento por parte dos alunos seja mitigado é preciso que haja mudanças no sistema educacional, como a presença de profissionais comportamentais e o aconselhamento em relação às famílias. Para tal é necessário a inserção de assistentes sociais nas escolas, pelo Ministério referente à Família, para que tais consigam identificar os lares que forem destrutivos para que possíveis medidas sejam tomadas. Também é primordial a introdução de psicólogos, pelo Ministério da Educação, para que esses jovens sejam acompanhados e possam mudar seu comportamento.