O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/04/2020
No dia 13 de abril de 2019, em Suzano, SP, dois jovens, 17 e 25 anos, ex-alunos da escola Raul Brasil, invadiram a instituição matando sete pessoas, e em seguida suicidaram-se. Não se pode negar que episódios como esse estão cada vez mais comuns no Brasil, sendo motivados na maioria das vezes pelo Bullying, o qual é um desafio tanto para a Família quanto às Instituições de Ensino. Nessa perspectiva, o distanciamento de pais e filhos torna mais freqüente os comportamentos violentos, principalmente dentro do ambiente escolar, sendo necessário dar maior foco para esse problema, a fim de evitar massacres como o de Suzano.
Em primeiro lugar, é necessário destacar que o distanciamento entre pais e filhos é um importante precursor da agressividade dentro das escolas. De acordo com o educador Mario Sergio Cortella, as famílias estão confundindo escolarização com educação. Seguindo essa ótica, a Educação deve ser formada a partir da união entre as instituições de ensino e a família, haja vista que essa ultima deve estar atenta ao comportamento dos alunos, alem de manter os canais de comunicação abertos com a escola, pois, segundo a psicóloga Zildinha Sequeira, quem pratica o bullying já foi vítima dele e normalmente não costuma contar isso para outras pessoas, por isso os adultos devem ficar atentos.
Por conseguinte, a violência no âmbito escolar está cada vez mais presente na sociedade brasileira. A exemplo disso, o dia 7 de abril foi denominado o Dia Nacional do Combate ao Bullying e à Violência nas escolas, devido ao Massacre de Realengo, no qual doze crianças foram assassinadas a tiros dentro da escola nessa data. Há indícios de que o autor do crime sofria bullying na infância, evidenciando, portanto, a importância do combate a esse. Além disso, a violência contra o professor também faz parte da realidade brasileira, dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmam que o país lidera o ranking de violência nas escolas. Entretanto, tal mazela parece normalizada, já que o número de docentes licenciados por doenças ligadas ao estresse só aumenta.
Portanto, é mister que o Estado tome providencias para melhorar o quadro atual. Para que a Educação seja formada da maneira correta, urge que o MEC em união com a Mídia faça programas de incentivo à participação da Família na Escola, por meio de ficções engajadas e propagandas, retratando uma grande melhora nesse cenário. É essencial também que o Governo amplie o projeto de escolas Cívico-Militares através da capacitação de profissionais da educação, para que eles tenham propriedade para disciplinar os alunos. Dessa forma, deve haver a redução da violência dentro das escolas, deixando Massacres como o de Suzano e Realengo apenas para historia, não mais participantes da realidade brasileira.