O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

Conforme o pensamento de Adriana Friedmann, “tanto o conhecimento quanto o senso moral são elaborados ainda na infância, a partir de interações com o meio físico e social, sendo passíveis de desenvolvimento”. Desse forma, infere-se que o modo em que o indivíduo lida com as situações dependem de influências externas, principalmente na sua fase de desenvolvimento e amadurecimento. Assim, infere-se que o mal comportamento e a agressividade crescente entre os alunos no ambiente escolar são um problema a ser solucionado. Contudo, o bullying aliado a conflitos familiares são os principais fatores nessa problemática.

Em primeiro plano, é necessária a implementação das ações propostas pela lei 13.663, que promove medidas de conscientização, prevenção e combate a ações violetas e agressivas dentro do âmbito escolar. Com isso, é importante a adoção de condutas morais e menos flexíveis para os alunos que praticarem bullying. Dessa maneira, minimizando não só o mal comportamento e a agressividade dos alunos, mas também o bullying nas escolas, prática muito prejudicial não só na esfera emocional do aluno mas comportamental, podendo causar traumas que perdurem até a vida adulta. De acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), um em cada dez estudantes no Brasil é vítima frequente de bullying.

Em segundo plano, a partir do conceito muito presente na Literatura, o escapismo, é o mecanismo usado para lidar com situações desagradáveis e prejudiciais que desencadeiam diferentes comportamentos, propiciando a adoção de vícios e da violência pelo indivíduos. A partir disso, nota-se que alunos que vivenciam ambientes conflituosos e conturbados em casa tendem a manter tal comportamento no ambiente escolar. Assim, infere-se que as crianças e adolescentes tornam-se indisciplinadas e violentas em reflexo do mal comportamento e agressividade no núcleo familiar, que muitas vezes são o exemplo primordial na vida da desses.

Apesar de haver diversos contextos envolvidos, podem-se visualizar propostas eficazes para minimizar o mal comportamento e a agressividade crescente dos alunos no ambiente escolar. Primeiramente, o Ministério da Educação por meio das Secretarias Estaduais e municipais de Educação devem investir na fiscalização das escolas, para verificar e multar, caso não sigam com a lei 13.663 e a desflexibilização das condutas morais. Outrossim, a escola por meio de psicólogos e psicopedagogos, devem propor reuniões semanais com a família para solucionar conturbos e conflitos familiares que prejudiquem o aluno. Logo, criando um conjunto familiar e escolar com relações sadias para o bom desenvolvimento emocional e comportamental do aluno no ambiente escolar.