O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

Durante a Idade Média, o Reino Franco, por meio de seu Rei, Carlos Magno, realizou um dos movimentos mais importantes da época, a Revolução Carolíngea. Esta tinha como finalidade o renascimento das as escolas e universidades da Antiguidade Clássica, sendo primordial para a consolidação da educação no mundo ocidental. Hodiernamente, após o êxito da Revolução e a consideração das escolas como pilar obrigatório para o desenvolvimento humano, o Brasil apresenta, entretanto, alunos com mau comportamento e agressividade crescente nas escolas, sendo tais ações causadas, principalmente, pelo desinteresse nas aulas e ausência de métodos de punição adequados.

Primeiramente, é necessário ressaltar que a falta de interesse pelas aulas tem papel central para a indisciplina de alunos brasileiros. Tal fato se torna comum em cenário nacional porque não é ensinado  de forma correta aos estudantes as oportunidades que a educação oferece para a vida, somado aos métodos tradicionais repetitivos aplicados na aula. Com isso, os jovens buscam outras formas de se entreter nas escolas, tornando-se indisciplinados. Dessa forma, práticas agressivas viram comuns no cenário estudantil e criam uma cultura de violência, vista, por exemplo, na causa que motivou os ex- estudantes a realizarem o massacre de Suzano, em 2019, o bullying. Verifica-se, assim, que a falta de estratégias para centrar os alunos à aula contribui para o mau comportamento dos estudantes.

Além disso, é substancial analisar que a ausência de métodos de punição adequados para essas indisciplinas influência na permanência desse atos. Isso porque a maioria dessas punições são pautados em advertências e, nos piores casos, suspensão. Entretanto, tais ações são ineficazes para o desenvolvimento disciplinar e humano do estudante punido, pois não permite que ele aprenda a se comportar da maneira correta, deixando-o ainda mais revoltado com o sistema e o levando a repetir essas ações agressivas. A título de exemplo de como é ineficaz esse sistema de punição, cerca de um aluno em treze sofrem bullying nas escolas (IBGE), demonstrando, logo, a ineficácia das escolas em acabar com essa prática criminosa por meio de métodos tradicionais ineficazes.

Portanto, torna-se claro que é imperativo a criação de medidas para reverter esse cenário de indisciplina no ambiente escolar. Para isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de videoaulas e materiais de apoio, reorientar os professores acerca da dinâmica que deve ser utilizada em sala de aula, pautando no protagonismo do aluno e com atividades interativas para centrá-lo mais nas aulas. Paralelamente, o mesmo agente necessita, por meio das Secretarias Municipais de Educação, implantar métodos de punição para alunos indisciplinados baseados no trabalho comunitário para permitir a reflexão dos erros e a não repetição desses, permitindo a melhora do comportamento.