O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/04/2020
Nos séculos XIII a XX, no Brasil, os alunos exerciam total respeito aos seus professores. Essa figura era temida e reconhecida como a maior autoridade no ambiente escolar por todos, usufruindo, por exemplo, da autorização para punir fisicamente os estudantes em caso de desobediência, e desfrutavam do apoio dos pais das crianças nessa técnica disciplinar. No decorrer dos anos, tal medida foi abolida da educação brasileira e a desordem e práticas de violência, tanto física quanto simbólica, com o docente ou colegas de classe se tornam cada vez mais frequentes nas instituições educadoras. Nesse aspecto, as agressões físicas e morais contra os professores e o bullying praticado entre os alunos são graves problemas presentes na atual realidade educacional brasileira.
Nesse contexto, tem-se o pedagogo Marco Antônio (65), que foi agredido em seu ambiente de trabalho por um garoto de 12 anos de idade e, portanto, afastado por licença médica, segundo o jornal O Tempo. Além dos insultos físicos, alguns alunos da rede pública carregam armas consigo com o propósito de ameaçar os professores para conseguir aprovação sem esforço ou estabelecer superioridade na sala de aula, a título de exemplo. Diante das circunstâncias, é notável que a falta de comunicação entre as famílias e a escolas para discutir o comportamento de certo indivíduo contribui para o agravamento da situação, uma vez que esses jovens não têm respeito pelo professor e é preciso que sejam impostas regras por alguém que represente autoridade sobre a pessoa em questão.
Ademais, de acordo com o IBGE, cerca de 7,4% dos estudantes brasileiros são vítimas de alguma forma de bullying no ambiente escolar e 19,8% já fizeram o colega passar vexame. Com isso, percebe- -se que a ocorrência desse fator é abundante e se manifesta por meio de piadas sobre sexualidade e intimidações, entre outros. No entanto, apesar de sempre existir, os profissionais da educação só passaram a analisar o bullying recentemente, diz o site Escola da Inteligência. Ainda por cima, o hábito de praticar as zombações vem, muitas vezes, de casa, logo, as crianças necessitam aprender desde cedo, ensinadas em seus lares, como se comportar em relação aos companheiros de classe.
Diante do exposto, a fim de extinguir o mau comportamento e violência nas escolas, é viável que os governos estaduais passem a adotar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares do Ministério da Educação, que visa investir um milhão de reais em cada escola para fins como pagamento de funcionários e melhora de infraestrutura, assim como contratar militares reservas das Forças Armadas para monitorar os estabelecimentos estudantis e garantir a ordem deles. Além disso, convém que as instituições escolares apliquem castigos conscientizadores aos alunos que praticarem o bullying, ou seja, trabalho comunitário na escola, e ainda discutir com as famílias as providências a serem tomadas.