O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

No decorrer do ano de 2017, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, fórum que reúne 35 países e faz parceria com o Ministério da Educação, realizou uma pesquisa no âmbito da violência contra professores e, por resultado, teve-se o Brasil a ocupar o primeiro lugar do ranking. De forma semelhante, em 2020, resquícios e ramificações dessa opressão fazem-se presentes no país, a exemplo da arbitrariedade dos estudantes entre si e, ainda, dos mesmos com os professores. Nesse sentido, infere-se que o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar são fatores evidentes no Brasil e possuem suas causas, a modelo da ineficiência da Lei Anti-Bullying e do distanciamento familiar.

Nessa conjuntura, sabe-se que essa lei, fortalecida em 2018 pelo então presidente Michel Temer, surgiu com o objetivo de promover a conscientização e o combate a esse tipo de agressão simbólica. Porém, assim como a Lei de Combate ao Bullying, desenvolvida no governo de Dilma Rousseff, a norma vigorada na gestão de Temer apresenta punições brandas e subjetivas. A partir disso e das raízes do histórico brasileiro de violência, a regra não demonstra resultados positivos, mas sim impunidade, o que gera situação de insegurança e perigo nas escolas nacionais.

Além disso, os alunos, com o afastamento de suas famílias, encontram-se em situação de precocidade infantil, que tem por frequentes consequências o sentimento de superioridade perante o próximo, o contato com materiais ilícitos, a exemplo de armas, e com a violência. Logo, cita-se que a banalização dessa distância familiar é decorrente do processo de globalização, responsável por criar rotinas aceleradas e, com isso, acrescer na desvalorização das relações sociais. Essa última, por sua vez, ao disseminar-se pelo território brasileiro, faz com que o afastamento citado, o índice de posturas indevidas e de ocorrências agressivas, principalmente físicas, aumente no ambiente escolar.

Assim, depreende-se que a situação brasileira de mau comportamento e agressividade crescente dos alunos no ambiente escolar deve ser amenizada. Com isso, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de parceria com o Ministério da Educação (MEC), a fim de garantir a presença de debates nas escolas acerca dos conceitos que rodeiam tal impasse, deve definir punições rigorosas e objetivas para a lei que visa o combate ao bullying escolar. Ademais, o MEC deve desenvolver a prática eficiente de realização de reuniões com os pais e alunos e, por meio de aliança com o Ministério da Ciência e Tecnologia, também deve criar uma manifestação de ideias sobre o problema nas redes sociais. Desse modo, estabelecidas garantias constitucionais, aproximação da família com os alunos e melhor instrução da população sobre o assunto, tais ações deverão minimizar o dilema em questão.