O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

Segundo o filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella, a escola passou a ser vista como um espaço de salvação. E assim, visto que a escola passou a desempenhar o papel dos pais: educar e ensinar, a afirmativa é verdadeira. Todavia, o crescente aumento dos casos de violência escolar e mau comportamento dos alunos revela a crítica à atual situação da educação brasileira, além da contínua prática de bullying.

De acordo com um estudo feito pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), cerca de 150 milhões de jovens de 13 à 15 anos já sofreram violência por parte de seus colegas. Nesse contexto, a violência escolar tem se manifestado de diversas maneiras: ataques violentes armados, agressão física, intimidações psicológicas, tais como o bullying, preconceito, questões de gênero e religião. Além do mais, a grande quantidade de influências externas ocasionadas pelo ambiente familiar, pelos meios de comunicação e pela própria sociedade, induzem o aluno a cometer atos violentos.

Em pesquisa recente do IBGE, em 2015, foi mostrado que 7,4% dos alunos sofrem algum tipo de bullying e se sentem humilhados com isso. Por conseguinte, as consequências desse tipo de episódio se notam em uma evidente baixa auto-estima, transtornos emocionais, depressão e falta de interesse pelos estudos. É estritamente necessária a atuação das secretarias de educação para a punição dos agressores e ter a solução desse problema.

Portanto, tendo em vista os argumentos apresentados acerca da violência escolar, é de suma importância que o MEC (Ministério da Educação e Cultura), juntamente às secretarias estaduais de Educação, crie medidas como a implementação de palestras e fóruns sobre o tema, a fim de informar e alertar os alunos e pais sobre os danos provocados por esse ato e o seu combate. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com as escolas municipais das cidades, deve promover sessões psicológicas gratuitas, para que os alunos que se sintam mal por algo tenham a oportunidade de conversar com o profissional e analisar a melhor forma de combater o problema.