O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

No século XXI, os conceitos de escola e educação mudaram drasticamente, valorizando atualmente, a inteligência emocional e empatia, em contraste as medidas previamente adotadas no âmbito escolar, que aconteciam mediante rigidez, repressão e muitas vezes inclusive agressões físicas como a palmatória. Porém, mesmo com tantos avanços nas relações educacionais, ainda há muito a ser desenvolvido no que tange à agressividade e respeito nas escolas, geradas não mais pelo ambiente repressor a que os alunos estavam expostos, mas sim às influências das tendências sociais contemporâneas que convergem ao individualismo, e a necessidade de se auto-afirmar perante os iguais, motor de diversos episódios de bullying.

Conforme afirmações do presidente Jair Bolsonaro, tanto em campanha como em mandato, o mesmo afirmou que escolas seriam militarizadas, sendo estas comandadas por oficiais outrora reservistas. Nesse contexto, seria visto no Brasil uma escalada repressiva principalmente no âmbito escolar, pondo em risco todos os avanços conquistados, devido ao fato de que oficiais reservistas nem mesmo possuem formações pedagógicas ou psicopedagógicas, transmitido na verdade os ensinamentos adquiridos no exército, que não contribuem para a formação do cidadão empático e crítico, convergindo à escalada de casos de agressividade, pois os alunos estariam expostos todos os dias a tal ambiente.

Dessa forma, fora combater ambientes repressivos é necessário que se trabalhe a inteligência emocional e interpessoal nas escolas, visto que diversos sociólogos avaliam a sociedade pós 2000 como uma sociedade cada vez mais individualizada e egocêntrica, refletindo-se nas altas taxas de violência nas escolas, e que só pode ser combatida com ações internas que mudem estruturalmente a forma de se relacionar no meio educacional, visto que o bullying na maioria das vezes é resultado de uma necessidade de afirmação perante aos outros, por parte do agressor e também a tentativa de mascarar um sofrimento interno causando sofrimento a outrem, necessitando assim de um olhar psicológico.

Portanto, a agressão escolar ocorre como uma necessidade de afirmação e de mascarar sofrimentos internos, e ademais, ambientes repressivos pioram tais questões, indo de encontro a todo e qualquer avanço na diminuição da violência escolar. Nessa conjuntura torna-se imprescindível a adoção de atividades que promovam a inteligência emocional e interpessoal, adotando temas como empatia e solidariedade nas escolas, proposto pelo MEC. E também, a criação de uma lei que torne obrigatória a presença de psicólogos em todas as instituições de ensino do país, proposto pelo setor legislativo. Garantindo assim uma sociedade mais pacífica e empática.