O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 07/04/2020
A obra “O mito da caverna”, escrita pelo filósofo grego Platão, relata a aversão das pessoas em saírem da caverna devido ao medo de se distanciarem da sua zona de conforto. De forma análoga, no Brasil, o mau comportamento e a agressividade no ambiente escolar ocorre pelo fato desse ambiente sempre tirar o aluno da sua zona de conforto seja pela intituição ou por seus alunos. Por fim, percebe-se que essa problemática persiste porque no ambiente escolar não possuí psicologos com o intuito de auxiliar os jovens, bem como o preconceito existente no ambiente escolar.
Nesse contexto, a violência escolar tem se manifestado de diversas maneiras: ataques violentes armados, agressão física, intimidações psicológicas, tais como o bullying, preconceito, questões de gênero e religião. Além disso, as escolas necessitam dos psicólogos com o intuito de auxiliar os jovens no ambiente escolar, pois esses se sentem invisíveis nesse local pela falta de um profissional responsável por escuta-los e os ajudar. Além disso, a escola não atende suas necessidades de aprendizagem e a falta de sentido do que se ensina e do que se aprende, que acabam funcionando como formas de submissão, essa instituição é o local onde os alunos desenvolvem suas habilidades sociais como a empatia, capacidade de resolver problemas e autocotrole que são vitais para o convívio em sociedade.Por fim, é necessário que se coloque em prática a Lei Federal 13.935/2019 que tem o intuito de garantir o atendimento de psicólogo a alunos de escolas públicas.
Por outro lado, os jovens no ambiente escolar estão em constante pressão para tirar notas boas, passarem no ENEM e por fim alcançar um ótimo emprego com o intuito de ajudar os seus pais que na maioria das vezes passam por problemas financeiros. Além disso, a escola é um gatilho para que se desenvolva um transtorno mental, pois tem o objetivo de tirar o aluno da sua zona de conforto, esse pode desenvolver: fobia, ansiedade, defícit de atenção e esquizofrenia sendo suscetíveis ao preconceitos, discriminações, humilhações e desrespeito. Por outro lado, esses jovens podem presenciar no âmbito familiar violência doméstica do pai para com a mãe, por fim, esses fatores podem ser gatilhos para o mau comportamento e a agressividade.
Dessa forma, o Ministério da Educação (ME), utilizando a verba pública destinada à educação, deve contratar psicólogos com experiência em casos infanto juvenis e familiares para que realizem visitas periódicas nas escolas, consultando menores infratores e suas famílias, e encaminhando pareceres ao Conselho Tutelar quando denúncias fizerem-se necessárias. Ademais, o ME deve promover uma campanha televisiva apresentando exemplos de escolas inclusivas, que circule nos canais abertos em horário nobre, incentivando a comunidade à acompanhar o calendário escolar e participando.