O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 18/03/2020
Na série “Os Cem”, de gênero ficção cinetífica, cem adolescentes são enviados a Terra para saber se a mesma é habitável, depois de ter sido atingida por uma bomba nuclear noventa e sete anos antes; ao chegar, os jovens enfrentam inúmeros desafios ao tentar viver em conjunto com outros seres humanos, considerando que há regras e deveres a serem seguidos. Embora seja uma obra ficcional, se assemelha ao contexto escolar, já que os alunos possuem comportamento agressivo que pode gerar o bullying, além de se agravar sem a educação necessária vinda dos pais.
Segundo James Joyce, escritor irlandês do século XX, “Questões que se resolvem com violência nunca ficam resolvidas”, tal citação retrata a agressividade no ambiente escolar. É inegável que alunos violentos possuem conflitos internos e transferem-os para outra pessoa, seja um colega de turma ou funcionário, através de ataques físicos ou mentais. Entretanto, ao gerar uma briga, o sentimento que levou o aluno a praticar tal ação, continua dentro dele e por consequência afetará a vítima. Em outras palavras, ocorre o bullying; violência simbólica que afeta a saúde mental e física de muitos jovens.
Concomitantemente, o aumento do mau comportamento e agressividade dos alunos no ambiente escolar, é reflexo das ações e medidas tomadas dentro de casa. Para ilustrar, quando uma criança vive em um ambiente grosseiro, ela interpretará como correto e reproduzirá na escola, conclui especialistas no assunto. Da mesma forma, quando o centro de ensino comunica à família, é dever da mesma corrigir o erro antes que atinja níveis críticos, tendo em vista que a educação começa em casa.
Em suma, faz-se necessária a atuação do Ministério de Educação, na conscientização escolar, acerca da nessecidade dos alunos compreenderem a gravidade do bullying e as sequelas que pode deixar (problemas psicológicos, como depressão e baixa autoestima). Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras, que ao serem ministradas nas escolas, orientem os alunos sobre a seriedade do assunto. Além disso, cabem às famílias, em parceria com as escolas, acompanhar o comportamento dos filhos, levando-os a tratamento psicológicos caso necessário, além de ter paciência para educá-los em casa a fim de evitar o mau comportamento e consequente agressividade.