O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 25/03/2020

Entre a ética e a educação

A educação pode ser descrita, sob a visão aristotélica, como o modo de se obter conhecimento por meio da razão em função dos sentidos, transmitidos por alguém ou por uma instituição. Este conceito, apesar de deixar claro que é necessária uma fonte de aprendizado, pressupõe que haja também um indivíduo que demanda a mesma. Atualmente, a vontade de estudar está subjugada pela incompetência dos métodos educacionais, ademais, a instrução ética familiar encontra-se em ausência, ambos influenciando para o aumento da violência e atos de agressividade dos acadêmicos.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, o Brasil trata os estudantes como ferramentas do estado, sem sentimentos nem vontade autônoma, pois o MEC exige que todos os cidadãos frequentem a escola. Desenvolvido pelo pedagogo Paulo Freire, tal sistema educacional vigente, galgado na produção de profissionais qualificados para o mercado de trabalho, traz consequências imediatas ao comportamento dos alunos, pois ao estarem coibidos a frequentar o local, contestação e agressividade faz-se presente no cotidiano escolar. Logo, esse modo de ensino contraria a própria significação de educação, fundamentada por Aristóteles, por ausentá-los de interesse próprio, tornando o Brasil um país entre os últimos colocados nos rankings de qualidade educacional no mundo, justamente por não ter como pressuposto da vida acadêmico o interesse particular.

Corroborando para o acúmulo do mau comportamento e desrespeito estudantil, mostra-se a negligência familiar um fator preponderante no processo, pois ao não transmitir uma boa disciplina moral para os estudantes, abre-se uma margem para que eles se comportem conforme a própria vontade. Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, Theodore Roosvelt, educar uma pessoa no intelecto, mas não na moral, é criar uma ameaça para a sociedade; exemplificando, portanto, o destino daqueles que não possuem instrução ética prévia dos responsáveis. Logo, a crescente consumação de atitudes negativas em sala de aula, denota, junto à má qualidade educacional do estado, sobretudo, a perigosa relação entre não possuir ética em um ambiente suscetível a violência, subvertendo o intuito da formação intelectual.

Destarte, é dever das escolas públicas e privadas, junto ao ministério da educação, fornecer por meio de um outro método de estudo, o desejo dos acadêmicos em se aprender, tomando por referência, países mais bem desenvolvidos na área. Tal medida, de forma progressiva, não só resolverá os problemas sistemáticos do processo, mas também diminuirá os efeitos da falta de direcionamento familiar, por isentar a escola de um meio nocivo ao comportamento individual.