O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 08/05/2020

Na série da Netflix “Thirteen Reasons Why”, o adolescente Tyler é espancado e violentado por outros estudantes dentro da escola em que estuda. Fora da ficção, o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos é uma preocupação para órgãos do setor público brasileiro, uma vez que atrapalha um dos pilares da sociedade: a educação. Nesse contexto, tal problema é causado pela falta de fiscalização contra comportamentos agressivos de estudantes e pela ausência de medidas contra preconceitos enraizados na conjuntura social brasileira. Dessarte, intervenções governamentais são necessárias para que educadores e educandos possam exercer seus papéis em segurança.

A princípio, urge destacar a falta de uma fiscalização efetiva contra agressões no meio escolar. Nessa perspectiva, o filósofo Michel Foucault aponta, em sua obra “Vigiar e Punir”, que a vigilância é o fator fundamental contra atos que transgridem a ordem social. No que concerne a isso, segundo o IBGE, em 2015, cerca de 18% de adolescentes do país já zombaram de algum colega na escola, ou seja, é um número alto que poderia ser evitado com medidas do Governo. Partindo dessa análise, o pensamento de Faulcault representa uma possível forma de intervenção, a partir do ponto em que alunos saberiam que seriam punidos caso ofendessem um terceiro. Dessa forma, a não vigilância corrobora para dados como o apontado pelo IBGE, o qual comprova a ineficiência do Estado no combate a esse problema, ocasionando que a educação não ocorra de forma plena.

Além disso, os preconceitos enraizados na conjuntura social brasileira contribuem para a violência no âmbito escolar. Nesse ínterim, assim como afirmou o filósofo Maquiavel, “os preconceitos têm raízes mais extensas que os princípios”. Acerca dessa máxima, compreende-se que os preconceitos fazem parte da história brasileira e, por mais que sejam injustificáveis, são reproduzidos ao longo do tempo. Consequentemente, estudantes acabam reproduzindo intolerâncias no meio educacional por receberem esses pensamentos do meio familiar. Por conseguinte, o bullying acaba sendo presente em sala de aula, evidenciando a necessidade de descontruir pensamentos ofensivos por parte de alunos.

Portanto, torna-se indubitável a urgência de se combater a violência dentro de um ambiente que deveria servir apenas para o aprendizado: a instituição escolar. Nesse tocante, por meio do Ministério da Justiça, o Governo deverá promover a arrecadação de impostos para investir na contratação de psicopedagogos e psicólogos que possam vigiar e advertir comportamentos agressivos com avisos e expulsões e, ainda, dar palestras em sala de aula com o fito de informar alunos e familiares sobre o combate a preconceitos. Assim sendo, situações violentas como a vivenciada por Tyler serão menos incidentes nas escolas brasileiras.