O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 27/03/2020
No cotidiano escolar atual, existem inúmeros casos de mau comportamento e de agressividade por parte dos alunos, no entanto, o maior problema é que esses casos estão em crescimento ao invés de decrescimento. Sendo assim, casos como o que ocorreu em Columbine, na qual dois adolescentes atacam uma escola da cidade e assassinam diversos alunos e professores, apesar de serem extremamente maléficos, tornam-se, infelizmente, mais comuns. Esse tipo de comportamento pode ter diversas origens, mas podemos destacar duas, a divulgação de conteúdos violentos por parte da mídia e a falta de assistência psicológica nas escolas.
Em primeira análise, a proliferação de materiais impróprios e violentos são causas muito comuns de comportamentos agressivos, afinal com a convivência com a violência as pessoas tendem a se tornar mais ofensivas. Relacionando com a psicologia, esse efeito provém do fenômeno do “Mimetismo Social”, em que o indivíduo procura, para a inclusão social, agir de acordo com as influências que tem. Portanto, ao ter contato com qualquer tipo de conteúdo que incita a agressividade, o aluno procura imitá-lo, ou seja, o aluno age com agressividade para que não se sinta excluído.
Ademais, a falta de assistência psicológica nas escolas contribui para esses casos, já que um tratamento terápico pode impedir a difusão desses comportamentos agressivos no ambiente escolar. Em 2019, ocorreu um caso na cidade de Suzano, em São Paulo. Esse caso ficou conhecido como “massacre de Suzano”, pois dois ex-alunos de uma escola a invadiram e assassinaram alunos e professores, algo similar ao que aconteceu em Columbine. Sobre essa ocorrência, consta-se que os assassinos tinham um trauma com a sofrência de “bullying” quando estudavam nessa escola. Os traumas que causaram o incidente poderiam ser tratados com um terapia com um profissional, porém, não houve uma assistência a esses estudantes.
Nesse contexto, é necessária a formulação de uma melhor assistência psicológica nas escolas de todo o Brasil, o que torna obrigação do Ministério da Educação (MEC) a criação de um projeto de inclusão de um sistema de orientação psicopedagógica no meio escolar, por meio do desenvolvimento de um órgão filiado ao ministério, que administrará esse sistema de orientação, para que assim casos de mau comportamento e de agressividade por parte dos alunos, como os de Columbine e Suzano, não aconteçam mais.