O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 29/03/2020

De acordo com o filósofo Mário Sergio Cortella, a família em soma com a escola são responsáveis para a formação educacional do ser humano. No entanto, a falta de comunicação e interação entre esses dois fundamentais setores tem causado alguns problemas. Isso se evidencia não só no mau comportamento dos alunos, como também a crescente violência no ambiente escolar.

Em primeira instância, é importante ressaltar que as atitudes desrespeitosas de alguns discentes têm sido cada vez mais comum. Isso ocorre pelo fato da sintonia entre família e escola estar distante. Tendo em vista que o diálogo traria explicações para diversos comportamentos agressivos, e algumas causas seriam esclarecidas e tratadas. Exemplo de fatos encobertos que podem se desdobrar em consequências irreversíveis foi o fato ocorrido no Realengo, Rio de Janeiro, de acordo com o jornal O Globo, em 2011, um ex-aluno que sofria bullying entra na escola e mata 12 pessoas. Percebe-se, nesse viés, que se houvesse transparência entre o âmbito escolar e os familiares a mudança comportamental do jovem seria percebida, e não só isso, as causas dessa alteração também.

Ademais, convém relacionar ainda, a insegurança vivida pelos professores devido a crescente exponencial da violência nas salas de aula. Consoante a Folha de São Paulo, em 2019, na cidade de Lins, um professor foi agredido por um aluno de 15 anos. Por conseguinte, os alunos se encorajam e os docentes se amedrontam diante de tais notícias. Além do mais, a falta de punição seja ela coercitiva como disciplinar tem intensificados atitudes violentas, sendo necessário introduzir trabalhos comunitários de ajudas voluntárias aos professores a fim de mostrar o quão trabalhoso é lidar com pessoas diferentes e ensiná-las valores sociais, morais e éticos.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomados para resolver esses impasses. Cabe ao Ministério da Educação em consonância com as escolas estabelecerem conversas periódicas com os familiares com o objetivo de evidenciar mudanças comportamentais nos alunos e procurar discipliná-los e combater quaisquer empecilhos socioeducacionais. Por fim, o mesmo Ministério deve ampliar o acompanhamento de psicopedagogos, além de intensificar na punição educativa aos jovens que não respeitarem as regras e normas, com atividades socioeducativas que visam fazê-los refletir sobre suas atitudes e não pensar só em si, mas em todos. Como dizia Hans Jonas, na sua obra “Princípio da Responsabilidade”, as atitudes devem ser pautadas e compatíveis para o bem de todos. Assim, a geração futura não terá os mesmos problemas que a atual.