O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 05/06/2020
Idealizada para ser um ambiente pacífico, formador de conhecimento e de desenvolvimento crítico, a escola contemporânea, entretanto, nem sempre consegue manter sua função e proporcionar esse clima de paz. Uma vez que, a agressividade escolar e o mau comportamento dos alunos são temas frequentes na atualidade. Sob esse viés, verifica-se que a violência seja física, seja simbólica ou seja verbal, em conjunto com a falta de apoio psicológico e de diálogo nas escolas configuram para manutenção do problema e para o aumento desses casos.
Primeiramente, observam-se índices crescentes de violência em locais como as salas de aulas, os quais segundo o sociólogo Émile Durkheim, são locais de coesão social que deveriam servir para benefício do desenvolvimento educacional e para manter a ordem social de todos e não para ser palco de agressividade e desordem. Nesse sentido, rotineiramente, as mídias divulgam casos de violência entre alunos ou entre professores e alunos, sejam elas físicas ou simbólicas, como por exemplo: o bullying. Esse tipo de violência foi o propulsor para o gravíssimo ataque a escola de Suzano, em São Paulo, por um ex-aluno que foi vítima de bullying, o qual matou 10 pessoas entre alunos e funcionários. Diante do exposto, fica evidente quão graves são as sequelas e os danos de uma violência sofrida e o quanto ela deve ser combatida na sociedade.
Em segundo plano, a ausência de apoio psicológico e de diálogo nas escolas influenciam, significativamente, a permanência do problema. Visto que a demora em detectar os casos de violência e o não tratamento dos casos que já ocorreram conduz à persistência da situação, da impunidade do agressor e, infelizmente, dos casos como o de Suzano. Segundo o site de notícias R7, apesar da existência da lei que garante atendimento psicológico nas escolas, essa realidade ainda é distante, já que boa parte dos colégios não o possui. Nesse contexto, torna-se claro a necessidade de que esse profissional seja verdadeiramente inserido no âmbito acadêmico.
Portanto, urgem medidas que viabilizem a solução da problemática existente, de forma a alcançar a diminuição dos índices de agressão em todos os níveis educacionais. Logo, o Ministério da Educação deve priorizar que psicólogos sejam inseridos na rede educacional de todo o país, de modo que semanalmente todos os alunos e professores tenham palestras com esses profissionais sobre temas diversos de combate a violência e da legislação competente ao assunto. Assim como, uma vez por mês, os pais sejam integrados nessas palestras. Em adição, apoio psicológico individual para quem já praticou ou sofreu violência de algum tipo, a fim de que o ambiente escolar seja de fato o idealizado e o pacífico.