O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 04/04/2020

Em 2019, o Brasil evidenciou um triste episódio na escola Raul Monteiro, em São Paulo, no qual alunos e funcionários foram mortos no local por estudantes que o frequentavam. Nesse sentido, percebe-se que esse fato revela uma conjuntura alarmante de mau comportamento e agressividade crescente nas escolas brasileiras. Tal situação advém, sobretudo, da má formação familiar, bem como da inoperância pública.

Em primeiro plano, é notório que uma instrução familiar falha promove a problemática. Segundo Durkheim, sociólogo francês, todo comportamento humano advém de seu meio social, diante disso, vê-se que essa teoria é exemplificada pelo papel da família na hostilidade do aluno, seja pela omissão dela na educação do filho, seja pelo tratamento violento com ele, o que faz com que o jovem seja desrespeitoso e agressivo com colegas e professores. Dessarte, isso é preocupante, pois, afeta a integridade das vítimas e a boa convivência escolar, essencial para o ensino.

Ademais, a ineficácia estatal também favorece para o mau comportamento e agressividade estudantil estejam presentes nas escolas. De acordo com Looke, filósofo inglês, há uma troca social com o Estado, o qual a população cede sua confiança a ele mediante a garantia de direitos, todavia, o Governo brasileiro não atua conforme essa tese, uma vez que não existem medidas eficazes que garantam a paz nas instituições educacionais, logo, promove um ambiente caótico tanto para os doces, como para os discentes. Desse modo, é intolerável essa situação em um país comprometido com a educação e segurança.

Urge, portanto, a necessidade de ações que combatam os impasses brasileiros. O Ministério da Educação deve diminuir a hostilidade nas escolas, por meio de medidas socioeducativas com punições rígidas que repudiam qualquer tipo de violência e desrespeito no ambiente educacional, a fim de que haja respeito e paz nesse meio. Outrossim, é mister que a escola alerte a família acerca de seu papel no comportamento agressivo do filho, mediante palestras com psicólogos, relacionadas a importância de uma boa formação familiar. Para que, assim, fatos como o de 2019 não reincidam no Brasil.