O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 06/04/2020

Em sua obra “Cidadões de Papel’’, o célebre escritor Gilberto Dimenstein disserta acerca da inefetividade dos direitos constitucionais, sobretudo, no que concerne aos benéficios normativos como a educação e a segurança social. Diante disso, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual, visto que uma parcela da população tem esse direito negligenciado, entre eles estão os alunos e professores, os quais são vitimas do mau comportamento e agressividade no ambiente escolar. Nessa perspectiva, torna-se válido analisar a insuficiência de profissionais especializados no combate aos comportamentos violentos dos esudantes, bem como o preconceito existente no ambiente escolar.

Em primeiro plano, salienta-se que a carência de investimentos estatais nas escolas esteja em uma das causas do problema. Dessa forma, segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Entretanto, no Brasil, os limitados investimentos governamentais na disponibilização de profissionais da área da piscologia nas escolas, rompe com a harmonia do filósofo, haja vista que a agressvidade de alunos com os professores evidencia a falta de equilíbrio na sociedade  proposta pelo mesmo. Consequentemente, nota-se, as imperfeição do dirigismo estatal, que negligencia a adversidade.

Além disso, destacam-se os preconceitos relacionados à cor da pele e aos padrões de estética entre os alunos como impulsionador do impasse. Tristemente a existência da discriminação relacionada à beleza e a discriminação racial são reflexo da valorização dos padrões criados pelas gerações anteriores.Contudo, segundo o pensador e ativista francês Michel Focault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreiras à construção de um ambiente escolar seguro.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir os direitos normativos de educação e segurança. Por isso, cabe ao Ministério da Educação, no papel de impulsionador de investimentos nas escolas, por meio da contratação de profissionais formados na área de pscicologia, atráves da ação em conjuntocom os pais dos estudantes, para que atuem como supervisores e solucionadores de possíveis casos de violência, com o fito de minimizar o medo sofrido pelos profissionais da educação. Ademais, cabe MEC engajado com a mídia, no papel de gerador de informações, por meio de debates midiáticos nas redes sociais, para que estimule a reflexão da igualdadede de raça, beleza e entre outros, a fim de que não ocorra mais violência nas escolas pelo preconceito com o próximo. Logo, a partir destas ações, o Brasil caminhará ao acesso aos direitos garantidos pela carta Magna de 1988.