O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 07/04/2020

O dia 20 de abril de 1999 é marcado por uma das maiores tragédias ambiente escolar: o massacre de Colombine, Que foi executado por dois alunos e dentre as vítimas estava um professor. Através das investigações foi apontado que o bullying que sofreram pelos colegas de classe somado às anomalias psicológicas estimularam o massacre que havia sido elaborado meses antes. Duas décadas depois, ainda ocorreram matanças, desrespeito com os profissionais da educação e segregação da escola visto que o posicionamento da diretoria e do Governo não é pertinente e aparenta não dar a devida importância para o desgaste psicológico dos alunos.

Os pais e quando entregam seus filhos à escola, onde passam boa parte do dia e da suas vidas, esperam uma educação que vai além do ensinamento didático. No entanto, existe o embate entre o que deve ser ensinado em casa e refletindo na escola e vice-versa. Perante a isso, existem alunos que apresentam uma conduta desrespeitosa diante de seus professores e a única resposta é a punição sem sequer investigar o contexto familiar ou até mesmo o contexto no próprio colégio.

Recentemente o governo Bolsonaro apresentou a proposta de um modelo cívico-militar afim de garantir a ordem e previnir massacres nos colégios. É uma medida válida porém com teor extremista pois conta com a presença de policiais e bombeiros no ambiente escolar, o transformando em um campo minado. Enquanto isso, mesmo com estudos do IBGE apontando a incidência significativa de bullying nas escolas, não existem medidas judiciais para repreender e acolher o agressor e a vítima, respectivamente.

Portanto, o cenário de mau comportamento dos alunos nas escolas é de responsabilidade dos pais ,professores, diretores e também do Governo. Da mesma maneira que o secretário da Educação , Rossieli Soares, aprova a presença de policiais e bombeiros nas escolas é válido seu apoio diante da presença de profissionais da saúde, como psicólogos. Além disso, aqueles que são excluídos de todas as atividades em grupo devem receber acompanhamento prioritário. Somado a isso, cabe ao Ministério Educação incluir a participação do Conselho tutelar no acompanhamento de alunos que apresentam condutas violentas. Conclui-se que é necessário educar as crianças para não punir os adultos.