O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 12/05/2020

Em 2019, dois alunos de uma escola em Suzano, no Estado de São Paulo, realizaram um massacre que deixou oito mortos e outros onze feridos. O ocorrido, entretanto, mostra-se apenas mais um dentre os diversos atos de violência que acontecem dentro dos portões das escolas brasileiras, e tem como vetor, por exemplo, o bullying e a discriminação. Torna-se necessário, portanto, analisar o papel da família e das instituições escolares na formação do indivíduo, a fim de evitar o mau comportamento e a diminuição da agressividade no ambiente escolar.

Nesse contexto, o núcleo familiar tem uma função primordial na formação do jovem. Segundo Vigotsky, psicólogo russo, o comportamento de uma criança é estabelecido com base nas relações que ela desenvolve, sendo a família, o pilar primário da educação. Sob esse prisma, constata-se a importância dos parentes no desenvolvimento comportamental dos jovens, ao ensiná-los a lidar com os conflitos por meio do diálogo, e não da violência. Depreende-se, pois, a necessidade de criar-se um ambiente doméstico aberto a conversação e à plena comunicação entre pais e filhos.

Outrossim, as instituições de ensino mostram-se, também, como peça chave na promoção do bom convívio do cidadão em formação e a sociedade. Além de lecionar as matérias da Base Nacional Curricular Comum, os docentes ainda ajudam na formação do caráter moral, visto que são responsáveis pela sistematização do conhecimento ético. Ademais, a escola tem o dever de oferecer assistência e segurança aos professores e alunos. Dessa forma, a sala de aula torna-se um espaço propício para a aprendizagem lógica, linguística e interpessoal, sendo o pilar secundário educador na promoção de valores éticos e morais.

Diante dos fatos apresentados, infere-se a notoriedade das bases familiar e escolar na promoção do bom comportamento e no combate a atitudes agressivas nas dependências escolares. Para tanto, cabe ao Ministério da Família juntamente com a mídia, promover propagandas que incentivem as comunidades familiares a estabelecerem uma relação de diálogo e convívio próspero entre seus membros, com o propósito de evitar que atritos seja resolvidos através da violência. Em paralelo a isso, o Ministério da Educação, em parceria com psicólogos e pedagogos, deve ministrar rodas de conversas nas escolas brasileiras com o objetivo de ensinar aos estudantes como lidar com os problemas de forma saudável, sem recorrer à agressão. Tal ação objetiva fomentar a boa convivência dos jovens em grupo, com o intuito de evitar que episódios como o de Suzano acontecem-se novamente.