O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 12/04/2020
A Anomia Social constitui-se em tudo aquilo que foge aos padrões da sociedade. Logo, é preciso evidenciar que a violência no ambiente escolar fundamenta-se naquilo que a sociedade impõem aos indivíduos, sem consultar suas particularidades; também, destaca-se, o grande e crescente número de bullying nas escolas,que não se traduz na força, mas representa uma série de ações de cunho verbal, psicológico e social, Portanto, é fundamental preservar a vida em circunstâncias sociais e mentais.
Em primeiro lugar, é preciso entender que a crescente agressividade de alunos no ambiente escolar é resultado de ações da própria sociedade. Dessa forma, para o Sociólogo Emilly Durkheim, o Fato Social, que são as normas imposta na sociedade, é essencialmente coercitivo e não visa o individual, mas, sim, o coletivo. Por isso, deve-se entender que a maneira de pensar e agir de cada individuo é própria, sendo suas ações pautadas no contexto em que se vive. Em detrimento disso, os indivíduos vão reproduzir na escola aquilo que vivenciam em casa e, devido as particularidades de cada família, como situação socioeconômica e de moradia, há uma diversidade de situações, como agressões, perseguições, exclusão social e terrorismo, que se experimenta dentro das instituições de ensino.
Além disso, é preciso considerar que o bullying é a principal forma de agressividade nas escolas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), um em cada cinco estudantes é vítima de bullying. Assim, essa prática é moderna e não representa, em sua maioria, agressividade física. Dessa forma, o Filosofo Italiano Benedetto Croce afirma que violência não é força, mas constitui-se na fraqueza do indivíduo. Assim, o bullying é uma forma do agressor mostrar suas individualidades, sejam elas psicológicas, como doenças mentais, ou sociais, como a experiência na família e na comunidade. Assim, o bullying têm consequências tanto para o agressor, por demostrar fraqueza, quanto para o agredido, que pode desenvolver problemas como depressão e afastamento social.
Portanto, é essencial combater o mau comportamento e agressividade nas escolas de ambos os lados, tanto do agressor, quanto do agredido. Imediatamente, é preciso que o Ministério da Educação, através de plataformas digitais, promova a inclusão de informações de situação de saúde e vulnerabilidade dos alunos de forma organizada, para que o gestor escolar esteja ciente da capacidade individual de cada aluno, a fim de analisar dados e passar, em situações de prática do bullying, a setores especializados da escola, como os serviços sociais e de psicologia. Ademais, é necessário tratar dos alunos que sofrem bullying nas escolas. Isso pode ser feito através da participação do Centro de Atenção Psicossocial(CAPS) no sentido de promover terapias para ajudar na autoestima da vítima, a fim de devolve-la socialmente. E, só assim, pode-se-á minimizar os danos da Anomalia Social.