O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/04/2020
O seriado “Todo Mundo Odeia O Chris” retrata a persistência do racismo no cotidiano escolar de um jovem negro. Já na vida real, evidencia-se que, não só a ineficácia Estatal, como também a falta de apoio familiar, corroboram para a perpentuação da violência nas escolas. Por isso, observa-se a necessidade de serem tomadas ações para reverter a problemática.
Em primeiro plano, conforme previsto na Declaração dos Direitos Humanos -promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948-, toda pessoa tem direito a segurança pessoal. Em contrapartida, segundo dados levantados pelo IBGE em 2015, 7,4% dos estudantes que participaram da pesquisa já sofreram algum tipo de discriminação, fato esse que demonstra grande incoerência, tendo em vista que mesmo previsto, nem todos tem pleno gozo de tal direito. Com isso, fica evidente a infeliz falha do poder público ao cumprir como agente fornecedor de direitos mínimos, contribuindo analogamente com a violência dentro das escolas.
Outrossim, vale ressaltar que a situação é agravada por problemas e/ou a falta de apoio no âmbito familiar. Segundo pesquisas da Universidade de Harvard, a falta de incentivo, a negligência e o abandono parental trazem traumas emocionais e danos neurológicos, o que potencializa as chances do afetado virar um opressor. Ademais, a cultura de preconceito e a transmissão desses valores para descendentes é um fator determinante para a continuidade do problema.
Destarte, para solucionar o inconveniente, é dever do Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, viabilizar palestras e atividades complementares socioeducativas sobre inclusão e as consequências do preconceito tanto para o agressor, como também para o oprimido. Tal ação deve ser empregada a todos os estudantes do país, adequando o contéudo conforme a idade e tem como principal fito, promover através da educação, a isonomia da sociedade a longo prazo.