O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/04/2020
Uma pesquisa realizada entre 34 países pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) põe o Brasil no topo do ranking de violência no ambiente escolar. De fato, o mau comportamento e a agressividade de alunos tornam-se cada vez mais recorrente no País, colocando-o em estatísticas que surpreendem especialistas mundiais. Sob essa ótica, depreende-se que fatores como o bullying e a má influência no âmbito familiar contribuem para essa conjuntura.
Nesse contexto, o filme “Por lugares incríveis” retrata, dentre outras temáticas, o bullying que o personagem Finch sofre na escola por ser considerado esquisito. Em contrapartida, certo dia ele se vê saturado daquele cenário e agride os colegas que zombavam ele. Fora da ficção, é comum ver reportagens de estudantes que agrediram verbalmente ou fisicamente outros em decorrência do bullying no ambiente escolar. Nesse tocante, o corpo docente das escolas não demonstra esforços para reverter esse entrave, uma vez que esses profissionais não são capacitados devidamente para lidar com essa condição. Diante disso, pode-se inferir ser inadmissível que a situação supracitada prevaleça e faz-se necessário ações do Ministério da Educação para mudar isso.
Ademais, a série “Você” relata a história de Joe; um homem agressivo que pratica atos violentos, visto que desde a infância sua mãe o ensinara que em algumas circunstâncias não havia problema, levando-o posteriormente a matar seu padastro que praticava violência doméstica com sua mãe. De forma análoga, muitas crianças e muitos adolescentes estão mais suscetíveis à agressividade e ao mau comportamento devido à má influência no âmbito familiar, levando-os a praticarem a violência nas escolas. Entretanto, os educadores não tem noção desta conjuntura, já que o corpo discente não possui acompanhamento psicopedagógico e psicológico na majoritária parcela das unidades escolares. Sob esse viés, depreende-se ser imprescindível que a situação supramencionada seja revertida para diminuir a violência nas escolas.
Dessarte, urge que o Ministério da Educação, junto a ONG’s educacionais, capacite o corpo docente por meio de cursos com profissionais da Psicologia e da Assistência Social que condicionem esses educadores a realizarem ações efetivas com os alunos, como jogos pedagógicos, dinâmicas de grupo, palestras interativas, distribuição de cartilhas de prevenção contra o bullying, dentre outros, com o fito de mitigar a violência nesse ambiente. Além disso, o Poder Legislativo, por meio de debates com deputados, deve fomentar um projeto de lei que torne obrigatório o estabelecimento de atendimento psicopedagógico e psicológico nas escolas privadas e nas escolas públicas, a fim de acompanhar melhor os estudantes e ajudá-los a superar entraves familiares.