O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 17/04/2020
“Educai as crianças e não será preciso punir os homens”. A frase de Pitágoras, filósofo grego, demonstra a importância que a educação possui na vida do ser humano. Entretanto, hodiernamente, a agressividade e o mau comportamento de alunos no âmbito escolar é uma realidade alarmante no seio da sociedade brasileira. Sob tal ótica, é essencial uma intervenção do Governo para reverter esse cenário.
A priori, é fulcral pontuar que o elevado índice de violência dos jovens nas escolas do Brasil é fruto, principalmente, das relações familiares. De acordo com pesquisas realizadas pelo IBGE, crianças com histórico de agressões domésticas são mais propícias a praticarem bullying com os colegas, como forma de repetição das ações que aprendem em casa. Nesse contexto, faz-se mister a ação de instituições públicas no combate à violência infantil nos lares, a fim de reduzir os índices de agressividade na esfera educacional.
Ademais, a perda da função socializadora da escola é outro fator que corrobora para o aumento do mau comportamento de alunos. Segundo o poeta Carlos Drummond de Andrade, “a educação visa melhorar a natureza do homem o que nem sempre é aceite pelo interessado”. Nesse contexto, observa-se que, nas últimas décadas, a legitimação dos professores foi reduzida e cresceu a ideia de que não é função deles ensinar a agir socialmente. Com isso, as crianças passaram a portar-se de forma mais agressiva, pois deixaram de respeitar os educadores.
Dessarte, são necessárias medidas para resolver esse impasse. Portanto, urge que o Ministério da Educação realize projetos para combater a violência nas escolas, por meio de campanhas e palestras com os alunos e familiares, com o intuito de conscientizá-los sobre o assunto. Além disso, oferecer consultas gratuitas em psicólogos aos alunos que praticam bullying, para que encontrem e eliminem as causas de seus comportamentos agressivos. Isto posto, a violência no ambiente escolar poderá, aos poucos, ser reduzida.