O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 19/04/2020

De acordo com o filósofo Jean Jacques Rousseau, A natureza fez o Homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Da mesma forma, observamos o reflexo desta tese em nossa realidade, com enfoque no sistema educacional brasileiro, onde diariamente violências físicas e verbais são cometidas, advindas da má formação individual. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

A educação é primordial para o desenvolvimento de uma nação. Contudo, o aumento significativo da agressividade comportamental de alunos em ambiente escolar, impede que essa premissa seja concretizada. De acordo com o IBGE, cerca de 7,2% dos estudantes no país são vítimas de zombarias e passíveis de deturpação psicológica causada por seus colegas, levando em consideração que muitos não admitem a violência por medo ou falta de apoio, o que possibilita um aumento significativo de casos. Diante do exposto, é necessário investigar os motivos dessa lamentável situação, considerando a relevância da criação na socialização primária desses indivíduos e possíveis influências externas.

É relevante, ainda, salientar a grande incidência de violência contra o professor, sujeito de extrema importância para a formação de futuros cidadãos e que está diretamente exposto a essa conjuntura. Segundo o artigo 331 do código penal brasileiro, o desacato à funcionários públicos no exercício de sua função é crime e, portanto, deve ser tratado como tal. Frente a tal contexto, deve-se investir em políticas de proteção mais rígidas para esses profissionais, de modo a assegurar-lhes melhores condições de trabalho.

Logo, em função da problemática discutida, é perceptível que a impunidade daqueles que cometem tais agressões devido à sua condição de menores perante a lei é um dos fatores que contribui para o crescimento desses conflitos. Por isso, é necessário conferir uma maior autoridade ao poder executivo para investigar os responsáveis pela criação dos alunos infratores em seu ambiente familiar. Além disso, iniciativas público-privadas entre escolas e profissionais da psicologia, auxiliariam a educação intrapessoal desses estudantes, através de consultas regulares, a fim de reformular sua concepção de respeito e aproximá-los o máximo possível de seu estado natural, defendido por Rousseau.