O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 19/04/2020
Em sua obra ‘‘Cidadões de papel’’, o célebre escritor Gilberto Dimentein disserta acerca da inefetividade dos direitos constitucionais, sobretudo, no que concerne aos benéficios normativos como educação e a segurança social. Diante disso, a conjuntura dessa análise configura-se no Brasil atual, visto que uma parcela da polpulaçãos tem esses direitos negligenciados, entre elas estão os professores, os quais são vitimas da agressividade e do mau comportamento de alunos no ambiente escolar. Nessa perspectiva, torna-se válido ressaltar a insuficiência de investimentos governamentais na contrataçãode profissionais especializados no combate aos comportamentos violentos de estudantes de escolas públicas, bem como o preconceito existente no ambiente escolar.
Em primeiro plano, salienta-se a carência de profissionais escializados na luta contra a violência de alunos nas escolas do governo. Dessa forma, segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Dessa forma, é possível perceber que, no Brasil, os limitados investimentos governamentais em disponibilização de profissionais da especializados como os da área da psicologia para as escolas públicas, rompe com essa harmonia, uma vez que a agressividade de alunos com os professores só aumenta o medo e gera o desequilíbrio na sociedade.
Além disso, destacam-se os preconceitos relacionados à cor da pele e aos padrões de estética entre os alunos como impulsionador do impasse. Tristemente, a existência da discriminação relacionada à beleza e a discriminação racial são reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. Contudo, segundo o pensador e ativista francês Michel Focault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Assim, uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as barreiras à construção de um ambiente escolar seguro.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir os direitos normativos de educação e segurança. Por isso, cabe ao Ministério da educação, no papel de impulsionador de investimentos nas escolas, por meio da contratação de profissionais da psicologia, por meio da ação em conjunto com os pais dos estudantes, para que atuem como supervisores e solucionadores de possíveis casos de violência. Ademais cabe ao Ministério da educação engajado com a mídia, por meio de debates midiáticos sobre o preconceito nas redes sociais, para que estimule a igualdade de raça, beleza e entre outras formas, a fim de que não ocorra violencia nas escolas pelo preconceito com o próximo. Dessa maneira, poder-se-á contrariar a inefetividade de benéficios normativos discutida por Dimentein.