O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 22/04/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à segurança e à educação.Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que há mau comportamento e agressividade de alunos no ambiente escolar.Nesse contexto, parte da população tem suas garantias constitucionais violadas, o que é consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, o que dificulta a atenuação da problemática.
A priori, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, na proteção apropriada do ambiente escolar.Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abrem mão de parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, a fim de atingir o equilíbrio social.Sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não combate, suficientemente, a violência nas instituições educacionais, como na entrada de armas e de objetos perigos nesses locais que, em sua maioria, passam despercebidos.Logo, a escassez de medidas interventivas corrobora para a criação de um meio hostil, já que esses colégios carecem de segurança e de organização, o que prejudica na formação do aluno e, ainda, na necessidade dos professores exercerem sua profissão com dignidade.
A posteriori, as instituições de ensino demonstram-se ineficazes na formação de pessoas empáticas e capazes de conviver de forma adequada.Nesse ínterim, o filósofo Theodor Adorno apontou como possibilidade uma pedagogia para autonomia, a fim de desenvolver indivíduos solidários e comprometidos com a justiça social.Nesse conjuntura, o tecido educacional é ineficaz em fomentar, no aluno, a capacidade de reconhecer brincadeiras danosas ao outro, como piadas ou apelidos sobre a aparência física do colega que, por mais inocentes que sejam, podem prejudicar psicologicamente essa pessoa.Portanto, grande parte dos estudantes são alienados quanto aos impactos de suas ações no outro e, ainda, por ausência de senso crítico, acabam convivendo com situações de violência, como atos de agressão e intimidação repetidos, mas não impedem ou denunciam ao professor.
Dessa forma, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática.Destarte, cabe ao Governo Federal ampliar a segurança das instituições educacionais, por meio do financiamento de seguranças privados, os quais irão revistar alunos nas entradas das escolas, com o propósito de impedir a entrada de armas de fogo, facas e outros objetos perigosos e, assim, diminuir a ocorrência de ações violentas.Ademais, o Ministério da Educação deve, por meio do financiamento das redes sociais, criar campanhas e projetos que visem orientar os alunos acerca de como certas brincadeiras podem inferiorizar seus colegas e as consequências desses atos, a fim de conscientizar o tecido educacional.