O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 15/05/2020
A série “Eu nunca”, da Netflix, retrata, em um de seus episódios, Devi, uma adolescente, que joga de propósito o celular na professora durante a aula. Fora das telas, percebe-se que há o aparecimento de “Devis brasileiras” quando se observa a questão do mau comportamento e da agressividade crescente de parte dos alunos no ambiente escolar. Essa realidade precisa ser melhorada por meio do apoio dos parentes e da sociedade civil para que todos tenham dignidade humana. Entretanto, a negligência da escola e a banalização da família agravam tal problema no Brasil.
Primeiramente, é importante compreender que, de acordo com o sociólogo Bauman, a “Modernidade Líquida” é o processo de liquidez das relações humanas. Ou seja, há uma fragmentação dos laços afetivos entre parte da escola e dos estudantes, o que resulta no mau comportamento e na agressividade destes. Isso acontece porque, muitas vezes, uma parcela das instituições escolares não desenvolvem o afeto por estar fora da lista de conteúdos, visto que é mais importante aprender qual é o maior rio do mundo. Dessa maneira, fica evidente que a agressividade e o mau comportamento das “Devis brasileiras” são reflexos da negligência de parte da escola que apresenta apenas a afetividade por meio de orações e de abraços antes da aula e, assim, todos saem depois no “tapa”.
Além disso, há também a banalização da família que é mais um problema para agravar o mau comportamento de parte dos alunos no ambiente escolar. Esse fato ocorre pois, geralmente, os responsáveis são omissos em relação aos filhos. Isso, por sua vez, pode se atrelar à “banalização do mal” que, segundo a filósofa Hannah Arendt, é um sistema no qual naturaliza o mal como forma sutil do ser humano. Isto é, uma parcela dos parentes negligenciam o comportamento agressivo de seus herdeiros e, consequentemente, banalizam tal prática no espaço educacional. Dessa maneira, fica nítido que as “Devis brasileiras” possuem uma má conduta escolar por conta de uma família que não demonstra o que deve ser feito para corrigir e reparar a agressividade.
Portanto, a fim de melhorar a questão do mau comportamento e da agressividade de parte dos alunos no ambiente escolar, a sociedade civil deve, em associação à família, criar debates com a participação de especialistas para informar sobre qual conduta seguir sobre tal assunto. Junto a isso, a escola precisa, em parceria ao Estado, criar fóruns, nas comunidades, para associar a formação escolar aos problemas sociais por meio do afeto, no que se diz respeito à atitude das “Devis brasileiras”. Ademais, a instituição familiar necessita ser mais responsável com seus próprios filhos com o objetivo de educar de maneira eficiente por intermédio de conversas diárias para que, assim, o mau comportamento dos alunos, no ambiente escolar, seja visto apenas na série “Eu nunca” da Netflix.