O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 09/05/2020

Segundo a Constituição Federal de 1988, todo cidadão possui o direto à educação de qualidade e à segurança. Contudo, esses direitos básicos são tolhidos para alguns estudantes no Brasil, visto que o mau comportamento e a agressividade de alunos no ambiente escolar dificulta a efetivação dos benefícios da Carta Magna. Nessa conjuntura, é preciso analisar a leniência parental para educar sua prole, bem como verificar as causas e consequências do ``bullying´´ nas instituições de ensino.

A priori, o mau comportamento dos alunos nas escolas é fruto, geralmente, da leniência parental. Essa realidade ocorre devido a falta de educação familiar, uma vez que essa atitude promove o desenvolvimento de jovens sem conhecimento de limites. Isso porque a omissão dos progenitores causa prejuízos na formação de crianças e adolescentes. Dessa maneira, esses indivíduos que crescem com uma falta de ``norte´´ podem promover atitudes nocivas nos ambientes escolares. Tal panorama é comprovado em pesquisas realizadas pelo site UOL, as quais apresentam que mais de 70% do mau comportamento de estudantes nas instituições de ensino é em decorrência da displicência dos responsáveis na formação escolar de seus filhos. Portanto, negligências dos progenitores podem desencadear em condutas danosas de alunos nos ambientes escolares brasileiros.

A posteriori, agressões físicas e/ou psicológicas nos locais de ensino são causadas, em alguns casos, por discriminações. Isso se explica a partir de ataques violentos e apelidos vexatórios contra estudantes que não se encaixam nos padrões criados pelos pensamentos coletivos. Dessa forma, o bullying´´ acarreta o aumento da hostilidade dos alunos nas redes de ensino brasileiro. Essa situação transcorre pelo fato de os agressores causarem o acréscimo da violência no ambiente escolar, além de algumas vítimas procurarem por vinganças pelos os atentados. Tal perspectiva comprova a teoria do filósofo Thomas Hobbes, o homem é o lobo do próprio homem´´, haja vista que os estudantes que promovem os ataques causam o mal para os seus semelhantes. Logo, as ações dos valentões amplia a agressividade nas escolas do território nacional.

Destarte, fazem-se necessárias atitudes para reduzir as hostilidades nos ambientes escolares. Para isso, as escolas devem criar campanhas de engajamento para os pais, por meio de debates com os responsáveis, em que se discutam a importância da ação conjunta dessas esferas educativas, a fim de promover uma formação de qualidade para os alunos. Paralelo a isso, ONGs precisam criar campanhas de conscientização contra o ``bullying´´ nos colégios brasileiros, a partir de palestras com psicólogos e médicos, em que os profissionais da saúde apresente a dificuldade de desenvolvimento e convivência de jovens vítimas dos ataques, para assim efetivar os direitos preconizados pela Carta Magna.