O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar

Enviada em 15/05/2020

Segundo um provérbio africano, é preciso toda uma aldeia para educar uma criança. Nesse sentido, ao adequar tal ditado a realidade brasileira as escolas, famílias e o governo compõem um dos grupos responsáveis pela educação dos menores de idade.Contudo, quando esse elo está frágil é notório o mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar.Assim, é importante analisar a violência com os professores e entre os alunos, como reflexos dessa triste atualidade.

Em primeiro plano, de acordo com o filósofo Focault, o homem é um ser biológico, sociável e com características psíquicas próprias.Sob esse viés, ao não ter saúde, educação e lazer de qualidade, por exemplo, os quais deveriam ser fornecidos pelo governo, escola ou família, o indivíduo termina por agir, muitas vezes, de forma errada.Dentro dessa teoria, é importante destacar o mau comportamento dos alunos no ambiente escolar, sobretudo, com o desrespeito e violência aos professores, provém disso. Dessa forma, é preciso olhar as más condutas da criança ou adolescente não como um fato isolado, e sim o reflexo de algo prejudicial vivido.Nessa ótica, quando o estudante atinge de modo agressivo seu educador ele deve ter advertência -por agressão verbal ou física-, mas apenas isso pouco mitiga o problema, sendo necessário a análise minuciosa de fatores externos que o levaram a causar tal dano.

Em segundo plano, brincadeiras de mau gosto, a fim de ferir verbalmente ou de modo físico são muito comuns no ambiente escolar.Isso pode ser explicado pelo livro: " Brasil: uma biografia", da antropóloga Lilia Scwarcz, a qual defende a ideia da violência ser um fruto da herança escravocrata brasileira que foi naturalizado.Sob esse pensamento, piadas de cunho racista e machista,por exemplo, são encaradas por diversas crianças como normais,mesmo sem entender a gravidade que causa ao ferir alguém.Tal visão, apesar de ter sido passada pelas gerações e ser crescente entre os pequenos precisa ser freada, pois num dado momento eles irão crescer e em vez de retroceder com essa conduta devem ser mais empáticos com o outro.

Logo, para minimizar o mau comportamento e a agressividade dos estudantes no ambiente escolar,cabe ao Ministério da Educação criar o projeto “Não desconte,converse”,por meio de estudo dos psicólogos contratados,com desenhos animados e histórias em quadrinho para orientar os menores que é mais benéfico dialogar em vez de agredir. Dessa maneira, as famílias, corpo docente e governo irão identificar os fatores exteriores que levam a violência, a fim de resolvê-lo.Outrossim,as escolas devem ampliar as conversas sobre empatia com aulas voltadas para cada faixa etária,por exemplo,com encenações e seminários em grupo de modo a estimular esse ato e mitigar agressões entre alunos e com os professores.Portanto,como o provérbio a “aldeia” brasileira também será unida para educá-los.