O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/05/2020
Em um episódio do seriado médico brasileiro “Sob Pressão”, uma professora chega ao hospital em estado grave, vítima de agressão por parte de um dos alunos. Essa realidade, infelizmente, reflete o dia a dia de muitos profissionais da área da educação, sobretudo professores de escolas públicas no Brasil, nas quais, a conduta dos alunos, muitas vezes, representa o ambiente familiar caótico ao qual está inserido, bem como uma má relação com o social, que resulta na sua postura dentro da escola, sendo, portanto, aspectos que precisam ser analisados.
A princípio, segundo a teoria do pensador Mário Sérgio Cortella, “a escola não cria a violência sozinha, apenas a reproduz dentro dela. Não cabe ao estado, via escola pública, substituir a responsabilidade que a família tem”. Isso acontece porque, ao estar em um ambiente familiar desprovido de qualquer tipo de ordem, amor e respeito, o indivíduo acaba por absorver aquele comportamento e refletir no cotidiano por meio da violência física ou simbólica, como, por exemplo, o “bullying”. Dessa maneira, a violência escolar tem se manifestado de diferentes formas, como ataques violentes armados, agressão física, preconceito, questões de gênero e religião. Ademais, a influencia externa ocasionada pelo ambiente familiar, pelos meios de comunicação e pela própria sociedade, induzem o aluno a cometer atos violentos.
Outrossim, de acordo com o educador Paulo Freire, se a educação sozinha não muda a sociedade, tampouco sem ela a sociedade se muda. Nesse sentido, uma sociedade só se mantém de pé quando as relações nelas existentes são capazes de conviver e progredir. Entretanto, em um ambiente escolar desordenado e constantemente ameaçado, a educação ali é incapaz de existir e surtir nos alunos um sentimento de empatia e de respeito, necessários na contribuição contra desavenças e agressões. Além disso, com a ausência de uma relação social, tem-se a ascensão de problemas psicológicos, dificuldade de convivência e distúrbios mais sérios que ocasionam, por conseguinte, o vandalismo, a agressividade e o mau comportamento.
Torna-se evidente, portanto, que para reverter essa crescente situação de violências no ambiente escolar, faz-se necessário que Família e Estado atuem em protocooperação. Cabe à Família servir de exemplo para o indivíduo por meio de condutas que ensinem-no a viver em sociedade ao respeitar as diferenças, para que o índice de agressão não seja mais crescente no país. Alem disso, é dever do Estado, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), criar medidas como a implementação de palestras sobre o tema, com o fito de conscientizar alunos e pais sobre os prejuízos causados por tais atos e o seu modo de combate. Dessa forma, chegar-se-á em um progresso no país.