O mau comportamento e a agressividade crescente de alunos no ambiente escolar
Enviada em 14/05/2020
A escola é um dos pilares de formação do ser humano, por essa razão, atua na função de educar e instruir o cidadão a viver em sociedade. Contudo, seu trabalho tem obstáculos relacionados a violência escolar que se mostram cada vez mais comuns nas instituições do país. Dessa forma, o mau comportamento de alguns alunos reflete em agressões entre os colegas de turma e, também, contra os professores. Essas atitudes são consequências, muitas vezes, de violência doméstica e do descaso das autoridades sobre o assunto.
É possível notar, de início, que, segundo dados disponibilizados pelo Globo News, o aumento de casos de agressões físicas e psicológicas que muitos professores sofrem teve o surpreendente aumento de quase 70% no ano de 2018. Por isso, os professores temem repreender e atribuir notas baixas aos alunos por não se sentiram seguros em sala de aula, o que vai contra o direito à segurança assegurado pela Constituição Cidadão. Esse problema engloba, também, a esfera familiar, uma vez que o comportamento agressivo dos alunos é, geralmente, reflexo de violência doméstica, ou seja, jovens que presenciam, por anos, cenas de agressão dentro de casa são levados à agir da mesma maneira, porque a família é o primeiro núcleo social que influi diretamente no desenvolvimento da personalidade da criança, gerando seres humanos semelhantes em comportamento.
Além disso, é válido pontuar, ainda, que outra variação de violência no âmbito escolar ocorre entre alunos da escola, através do bullying, o qual se configura em práticas de atos agressivos, intencionais e repetidos contra uma pessoa indefesa e que pode desencadear danos físicos e psicológicos. Esse fenômeno pode ser explicado pela Banalidade do Mal, conceito desenvolvido pela filósofa Hannah Arendt, cujo estudo mostrava como o ser humano atual esta habituado a conviver e praticar a violência de modo banal. Dessa maneira, a falta de fiscalização e punição dentro da escola torna um local que deveria ser seguro em um campo de guerra entre os jovens que fomentam essa mentalidade hostil na sociedade.
É necessário, portanto, que medidas preventivas sejam tomadas para combater o aumento do mau comportamento e da agressividade dentro das escolas, por meio do Ministério da Educação, psicólogos e assistentes sociais que, juntos, devem promover ações com debates e palestras que envolvam os pais e objetivem uma melhor convivência familiar e escolar dos alunos que se mostrarem agressivos uma única vez. Por fim, a escola necessita de novos projetos de fiscalização e punição dos jovens que sejam recorrentes em praticar atos violentos, podendo ser feita por câmeras de segurança e suspensões, para que, então, a cultura de paz seja disseminada no ambiente estudantil.